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AirBnb em Paris – Quanto custou e dicas

Em Paris a hospedagem é cara, muito cara. Nem em hostel estava compensando, pois estávamos em duas. Então decidimos testar o Airbnb, um serviço que eu nunca tinha usado. Nesse post vou contar como foi a busca pelo lugar, o contato com o dono do apartamento, nossos dias lá e principalmente: quanto custou!

[Confira aqui o nosso roteiro em Paris e quanto custou a viagem.]

O Airbnb é quase que uma rede social para aluguel de apartamentos, casas ou apenas o quarto. Ele conecta pessoas procurando lugar para ficar com os donos dos lugares. Para poder usar o serviço, você precisa criar um perfil e deixar a conta verificada, tirando foto do passaporte e confirmar o número de telefone. As pessoas deixam recomendações, tantos dos hóspedes quanto dos anfitriões e assim vão criando uma rede.

Para Paris, começamos pesquisando em blogs sobre qual seriam os melhores bairros para ficar lá, pois as opções eram infinitas. Diminuindo um pouco o universo de busca e com preferência para o 5° e 6° arrondissement, partimos para pesquisar direto no site do AirBnb. E em Paris não estava caro pegar um apartamento ou estúdio inteiro, ao invés de pegar apenas o quarto. (Em Londres, mesmo a hospedagem sendo cara, os lugares bem localizados ainda estavam saindo mais caros que duas camas em hostel.)

vista jardim luxemburgo paris
Jardim de Luxemburgo, nossa vizinhança!

Quando achava algum que eu gostava, lia as reviews sobre a pessoa, para saber quais as condições do apartamento, se tinham restaurantes, farmácias e padaria por perto, se o local era tranquilo e com metrô a poucos metros, enfim, tudo o que seria decisivo para a nossa estadia ser melhor e mais confortável.

Cheguei a conversar com algumas pessoas, até que encontrei o apartamento que eu queria, com melhor preço/localização. Eu achava que depois que eu tivesse certeza e tivesse disponibilidade para os dias era só pedir para reservar, mas sempre é preciso conversar com o host antes e ver as condições dele também. Como eu não sabia disso, pedi a reserva e enquanto conversava com o anfitrião expirou o prazo para ele aceitar. (Nada demais, é só pedir de novo, mas não sabia desse detalhe.) Também teve alguns anfitriões que durante a conversa mandavam descontos se você fechasse até determinada hora, por uma ferramenta do site mesmo.

Li que tem alguns anfitriões que por uma série de motivos não aceita a oferta. Ainda bem que eu só soube disso depois e não me preocupei, pois como era minha primeira reserva eu não tinha nenhuma recomendação no meu perfil.

Mas fora o horário de chegada que era diferente do que eles poderiam me atender, não tivemos nenhum problema. Nos acertarmos e quando ela aceitou a oferta, pagamos com o cartão de crédito. Pelo que entendi, o Airbnb segura esse dinheiro e o dono do apartamento só recebe depois que deu tudo certo com a sua estadia. No valor final ainda vai aparecer o valor do imposto de ocupação (cerca de 3%) e uma taxa de serviço do Airbnb (cerca de 10%). E ainda assim ficou super em conta.

Negociamos o horário de nos encontrarmos para pegar a chave, a dona só poderia nos encontrar às 18h, mas chegaríamos em Paris às 16h, então matamos um tempinho no Jardim de Luxemburgo, que era quase ao lado. Eu só estava um pouco receosa pois não estava com internet no celular e se acontecesse alguma mudança nos planos eu não iria ver. Mas na hora marcada o namorado dela estava lá, foi muito atencioso, nos ajudou com as malas e mostrou como as coisas funcionavam no apartamento. A dona do apartamento havia nos avisado que era no terceiro andar e que não havia elevador, é bom tirar dúvidas como essa e evitar surpresas. O nosso era antigo e bem pequeno, com uma cozinha e cama no mesmo cômodo e um banheiro, mas tudo o que precisávamos para semana lá. Era bem fiel ao que dizia na descrição do site e das fotos no Airbnb. Tinha um mapa enorme de Paris na parede, eles deixaram o número do celular e se colocaram a disposição para nos ajudar se tivéssemos alguma dúvida, mas não foi necessário, tudo correu super bem.

A ideia era comprarmos comidas para tomar café da manhã em casa e economizar, pois no apartamento tinha geladeira e utensílios de cozinha, mas não conseguimos resistir aos croissants franceses e sempre acabávamos comendo na rua.

No dia de ir embora, saímos antes das 6 da manhã para pegar o trem. Deixamos o apartamento organizado e sem lixos espalhados. A chave deixamos na mesinha, conforme combinado com a dona, pois eram aquelas portas que trancam ao bater.

Pagamos no total R$ 1588 para duas pessoas por 6 noites em Paris, no Quartier Latin, um bairro muito tranquilo e fácil para chegar a pé em diversos pontos turísticos. A estação de metrô era cerca de três quadras de distância. Também era um bairro movimentado a noite, o que era bom para os dias em que chegamos bem mais tarde. Onde acharíamos um hotel nessa localização por esse preço? (Ainda mais em época de real desvalorizado).

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Nossa rua! <3 #saudades

É claro que não se compara com o conforto e praticidade de ficar em um hotel, com café da manhã e quarto arrumado todos os dias. Mas se você assim como eu, tem orçamento super apertado, é sim uma ótima opção para aproveitar Paris gastando menos. 🙂

Em resumo, eu gostei muito da experiência e com certeza vou considerar novamente quando buscar uma alternativa boa e barata de hospedagem. Ficar em um apartamento é realmente o “Live there” que o Airbnb vende. Nos sentimos em casa e parecia que entrar e sair de um apartamento em Paris fazia parte da nossa rotina, haha. E a sensação era ótima!

*PS: Mas se você preferir ficar em hotel, pode reservar pelo meu link do Booking. Você não paga a mais por isso e me ajuda a manter o blog.

Já estão prontos os posts com todos os gastos na Europa. Tem também por cidade: LondresParis, Bruxelas e Barcelona.

**PS 2: Precisei desativar os comentários desse post porque por algum motivo que ainda não descobri, estava vindo uma quantidade absurda de spams aqui. Se você tiver alguma dúvida, por perguntar em qualquer outro post que eu respondo. 😉

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