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Disney Paris – Tudo o que você precisa saber para planejar esse bate-volta

Eu bem tentei resistir, mas não consegui. Na viagem a Paris, fiz de tudo para conseguir encaixar um dia nos parques da Disney Paris que ficam ali pertinho. Amei tudo e nesse post vou contar como foi, como chegamos e quanto custou.

Como chegar

Partindo de Paris, pegamos um RER A em direção à Marne la Valée-Chessy. Esse RER A para somente em algumas estações centrais, a Châtelet-Les Halles, Gare de Lyon ou Nation. Nós fomos até a Châtelet-Les Halles que era a mais fácil de chegar de onde estávamos. Nessa estação compramos os bilhetes de ida e volta no guichê, que custaram 15 euros.

Não sabíamos qual a frequência do trem, mas não esperamos nem 10 minutos. Fique atento aos painéis e só entre quando a estação que você precisa chegar estiver com a luzinha acesa (foto abaixo).

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Os dois caminhos que o RER A faz, note que um deles não vai para a Disney, por isso preste atenção na sinalização da próxima foto.
Nessa foto por exemplo, o próximo trem não vai para Marne la Valée.
Nessa foto por exemplo, o próximo trem não vai para Marne la Valée.

O trajeto total leva cerca de 40 minutos, pois o trem vai parando, Marne-la-Valée é a última. Saindo da estação você já está de frente para os parques!

Quanto custa

Os ingressos para os parques de Paris dependem muito da época do ano em que você está indo e também da quantidade de dias comprados.

O ingresso normal de um adulto de um dia para dois parques está (em 2016) 84 euros e o infantil (3-11 anos) 77 euros. Se fizer um parque em um dia fica 69 euros. Nesse link do site oficial tem várias opções.

Como nós íamos em baixa temporada (junho), achamos o ingresso MINI, que é para os dias da semana (segunda à quinta). Pagamos 47 euros para um dia e dois parques, quase metade do valor normal! Na hora de comprar, fique atento a categoria do seu ticket. Nós compramos online e adaptamos nosso roteiro para que a Disney ficasse em um dia da semana. Imprimimos e o QRCode já é aceito nas catracas do parque, então não precisamos fazer nenhuma troca. Na planilha abaixo está os dias de validade de cada tipo de ingresso. Julho e agosto já são meses de alta temporada.

Calendários dos ingressos. O meu MINI, só poderia ser usado nos dias em verde claro.
Calendários dos ingressos. O meu MINI, só poderia ser usado nos dias em verde claro.

Nesse link tem os valores dos pacotes de 2016.

A Disney Paris

Antigamente chamada de Euro Disney, o complexo abriu em 1994. É dividido em dois parques, uma Disney Village (uma mini Disney Springs) e sete hotéis. Não cogitei ficar em hotel por lá por falta de tempo e dinheiro, se hotéis em Paris são caros, na Disney aumentam um pouco. Fomos para lá em junho, quase verão, então anoitecia por volta das 23h, que era o horário que o parque fechava. Por isso um dia inteiro deu para aproveitar muito e ir em praticamente todas as atrações dos dois parques. Confira no site os horários da data que você vai e tente chegar no horário que o parque abre.

Disneyland Hotel que fica bem na entrada do parque
Disneyland Hotel que fica bem na entrada do parque

Outra coisa que é importante: Até tem um app sobre os parques, com tempo de espera das filas e horários dos shows, mas não tem wifi no parque! Perguntei no Guest Relations e me falaram que próximo ao Disneyland Hotel (na entrada do Disneyland Park) eu encontraria um sinal aberto e lá foi o único lugar mesmo. Vamos melhorar isso aí Disney, haha!

Quanto à língua, tanto o francês quanto o inglês são falados nas atrações e nas placas de sinalização.

Os Fast Passes, assim como os outros parques das Disney, são gratuitos e podem ser retirados um por vez nas maquininhas próximas às atrações. Nem todas as atrações tem FP, no mapa tem indicações.

Não esqueça de pegar um folheto do programa de horários para o dia no parque. Tudo muda dependendo da época do ano.

Walt Disney Studios Park

Começamos por esse parque por ser menor e porque queríamos terminar no outro, que é onde acontece o show de fogos noturno. Fizemos essa parque rapidinho porque algumas atrações que eu queria ir estavam fechadas para reforma (a desvantagem de ir na baixa temporada).

Entramos e tomamos café no Studio 1, que é um pavilhão que fica logo na entrada. Os preços dos menus eram parecidos com o que pagávamos no café da manhã em Paris. Foi 7 euros um croissant, café, suco de laranja e leite.

Studio 1 - tem lojinhas e lugares para comer
Studio 1 – tem lojinhas e lugares para comer
Café da manhã
Café da manhã

Fiz um mini roteiro das atrações que eu tinha lido que eram mais legais, mas a primeira parada foi a Tower of Terror, que eu amo, para pegar o Fast Pass. Como o parque tinha acabado de abrir, já fomos uma vez no brinquedo que estava sem fila.

Em seguida, fomos no Studio Tram – Behind the Magic. É daqueles que você entra no trenzinho e passa pelos bastidores e curiosidades dos filmes. Como não tinha fila nenhuma, nós fomos, mas não é imperdível, então se tiver com fila, acho que não vale esperar. Eu queria ir na Rock ‘n Roller Coaster do Aerosmith, mas estava fechada para reforma. 🙁

Ao lado fica o Moteurs Action, mas não quisemos esperar por ser igualzinho ao Lights, Motor, Action do Hollywood Studios de Orlando. Pra quem nunca viu, vale a pena sim. 🙂

Depois fomos para o outro lado, na parte da Pixar. Fomos no Toy Soldiers Parachute Drop, que é outro que só vale se não tiver fila. Nós fomos no single rider (aquele que você não vai com seus amigos e sim nos assentos que sobram) então foi bem rápido. Esse brinquedo só fica subindo e descendo e dá um friozinho na barriga. Fomos também no Slinky Dog Zigzag Spin, que é um barco viking menos radical, mas que achei bem legal. Outro que fomos foi o Crush’s Coaster e nesse pegamos quase uma hora de fila. É muito legal e valeu a espera, é uma montanha russa (levinha) e não tem Fast Pass.

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Tem uma parte muito bonitinha que é uma mini França. É lá que fica a atração do Ratatouille, mas na hora que chegamos o brinquedo estava com problema e sem previsão de horário para reabertura. 🙁

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Demos mais umas voltinhas por ali, visitamos algumas lojinhas (o merchandising de lá é lindo demais!) e em seguida saímos do parque. Era pouco depois das 12h, então teríamos tempo de sobra para o outro parque.

Disney Village

É uma Disney Springs em miniatura. Lá tem lojas e restaurantes. Pensamos em comer nos restaurantes de lá, mas achei os preços altos. Tem um restaurante para refeições com os personagens em que precisa ter reservas. Não sei se é porque era cedo, mas tinha muita coisa fechada ainda.

Disney Village
Disney Village

Disneyland Park 

É o parque do castelo. A geografia dele é bem parecida com o Magic Kingdom de Orlando e com a Disneyland da California, mas eu achei bem confuso de me achar lá dentro.

Estava um dia bem feio, mas não choveu! :D
Estava um dia bem feio, mas não choveu! :D

Tem a Main Street, com uma Emporium e um City Hall, mas nas outras lands fiquei bem perdida.

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Como era hora do almoço, fomos direto procurar um quick service para comer. Fomos no Videopolis, onde estava tendo uma apresentação do Star Wars. Lá tinha um lugar que vendia hamburguer e comemos por lá mesmo, cerca de 10 euros por pessoa o combo.

Saindo de lá, fomos na Space Mountain, que por milagre tinha uma espera de só 5 minutos. Essa Space Mountain é bem mais radical que a de Orlando, tem até loopings, amei e fomos várias vezes durante o dia. Tem ali do lado também a Buzz Lightyear Lazer Blast, que é daqueles com arminhas para matar os alienígenas.

Depois fomos circulando o parque, na Fantasyland, por ali tem um Peter Pan’s Flight, a It’s a Small World, que normalmente eu acho chato, mas achei esse muito bonitinho, está com jeito de que foi reformada recentemente. Tem também um labirinto da Alice no País das Maravilhas, que é só ir entrando tentando achar a saída (é difícil mesmo, haha). Em nenhuma atração tinha fila de mais do que 10 minutos.

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Já na Adventureland, achei complicado achar as atrações olhando pelo mapa. Fomos no Piratas do Caribe, mas rodamos igual barata tonta para achar o do Indiana Jones. Pedi informação, mas os cast members de lá não tem a simpatia Disney que estamos acostumados, e não foi de grande ajuda. Achamos a atração e é bem legal, acho que a mais radical das montanhas russas que tem por lá.

Ali perto tinha também o Chaparral Theater, onde é o Frozen Sing Along (Chantons La Reine des Neiges). Eu adoro, mas é só um teatrinho com as musiquinhas do filme para cantar com os personagens, bem infantil. No folheto de horários mostra que tem horários para o sing along em inglês e outros horários para o francês. Fomos também na Phantom Manor, que é a Haunted Mansion.

Sing along do Frozen
Sing along do Frozen

A Big Thunder Mountain que eu adoro também estava em reforma. 🙁

Às 17h30 era o horário da parada La Magie Disney en Parade. Achei bem sem graça, sem muita empolgação, ainda mais comparada com a de Orlando (é inevitável comparar!). No mapa tem o caminho que a parada faz, nós assistimos logo na saída, na Fantasyland.

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Terminamos essa volta ao parque por volta das 19h, e o show de fogos, o Disney Dreams era somente às 23h. Antes disso é dia claro! Então achamos um lugar para comer e descansar um pouco. Comemos no Casey’s Corner (não lembro se o nome é o mesmo, mas é igualzinho, haha), no final da Main Street. Um cachorro quente ruim por 7 euros. Atrás tem um espaço com mesas e cadeiras bem vazio.

Depois disso nos posicionamos para guardar um lugar para ver os fogos, já por volta das 9h30 tinham várias pessoas. O show é lindo e apesar do cansaço, vale esperar para ver sim. Misturando fogos, projeção, luzes e água, conta a história da sombra do Peter Pan fugindo dele e passando por vários clássicos da Disney. Amei as várias referências à França, como o Ratatouille, Corcunda de Notre Dame e Lumiére. Tem falas em inglês e francês (o Peter Pan falava em inglês e a Wendy confirmava a mesma coisa em francês, super fofo). Dura cerca de 20 minutos.

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Quando acaba o show, o parque fecha, então aceleramos para chegar no metrô, mas apesar de ter bastante gente nessa direção, não teve tumulto. Foi bizarro porque tinha um trem de cada lado da plataforma e nenhuma sinalização sobre qual pegar para voltar para Paris e nenhuma pessoa dando informações. Entramos em um e todo mundo perguntava se era o certo, foi até engraçado todo mundo comentando que não tinha certeza, mas ninguém ia para o trem do outro lado. O que nos tranquilizava é que essa era a última estação, mas assusta ser quase meia noite e não sabermos se estávamos indo para a direção certa. No fim, esperamos uns 15 minutos e o trem partiu, para o lugar certo. Fizemos o mesmo caminho da ida, descemos na Chatêlet-Les Halles e de lá fomos ao Odeon. Chegamos em casa quase 1h da manhã, mas super tranquilo para andar na rua. 🙂

Conclusão: Eu amo a Disney e sou suspeita, já que visitar os parques é uma decisão/gosto bem pessoal. Não indico se você ficar menos do que 5 dias em Paris ou se isso prejudicar algum passeio mais imperdível, como Versailles ou o Jardim de Monet. Se você estiver com crianças vale muito sim, principalmente para dar uma folga para os pequenos, já que Paris é uma cidade bem adulta. Quanto ao parque, não tive como não comparar com os outros parques da Disney que eu já conheço e são um pouco inferiores sim, e não me refiro ao tamanho. É o atendimento, cuidado, qualidade das atrações, atenção aos detalhes… Mas enfim, eu precisava ter ido, afinal Disney é Disney e eu amei da mesma maneira. 🙂

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