pedra-furada-urubici

Final de semana na Serra Catarinense – Principais passeios em Urubici

Agora em setembro, tiramos um final de semana para passear em Urubici, aqui na Serra Catarinense.

Urubici é conhecida por ser uma das cidades mais frias do Brasil por isso é movimentadíssima no inverno (e toda vez que a previsão anuncia a possibilidade de neve na região). Esse ano mesmo teve neve por lá!

Como chegar

Fica 170km de distância de Florianópolis (2h30 de viagem, por ser na serra). De Lages, fica 110 km de distância (1h40 de viagem). Lages tem voos da Azul vindos de Campinas uma vez por dia, então para quem chega por avião, é o caminho mais perto.

Por qualquer um dos lados, a estrada é boa e de fácil acesso.

Onde ficar

Urubici tem muitas opções de pousadas para ficar. Como nós tínhamos um compromisso na cidade, escolhemos uma bem central, a Flor de Tuna. Essa pousada é pequena, tem 3 quartos com capacidade para 3 pessoas em cada um. Fomos muito bem recebidos pela Cris, dona do local.

O preço é a média dos hotéis da região, cerca de R$ 200 por quarto. O quarto é bem completo, com secador de cabelo, ar condicionado (no inverno é indispensável) e lençol térmico.

Tem um espaço de convivência onde o café da manhã é servido, e lá também tem uma cozinha, onde os hóspedes podem fazer chá ou guardar coisas na geladeira.

O café da manhã também foi super completo e muito gostoso, com bolos caseiros (feitos pela Cris) e geléias da região.

É muito importante ir para Urubici com as reservas da sua hospedagem já feitas. Fomos em um final de semana de primavera, onde em teoria já não é mais alta temporada e ainda assim a cidade estava cheia de turistas. Imagina quando faz frio de verdade!

Flor de Tuna
Flor de Tuna

Nosso roteiro

Como tínhamos um compromisso na cidade, no sábado não fizemos muito turismo. Pegamos um guia da cidade na Pousada, super completo e com o mapa para chegarmos nas principais atrações. A cidade é pequena, bem sinalizada e fácil de localizar os acessos.

Como no dia seguinte íamos no Morro da Igreja, onde fica a vista para Pedra Furada, fomos no ICBio pegar a autorização. Essa autorização não tem custo, mas é necessária pois tem um limite de pessoas para subir o morro por dia. Chegando lá, é só preencher o carro e o número de pessoas e eles dão uma autorização por carro. Você escolhe o período, de manhã ou à tarde. É possível pegar autorizações até 16h30 do mesmo dia, pois a entrada do morro é fechada às 17h. O ICBio fica pertinho da principal rua da cidade, bem fácil de achar.

Deu tempo de ir até o Morro do Campestre. Para chegar lá, pegamos uma estrada de chão por cerca de 15 minutos. O problema é que acesso a esse Morro fica em uma área particular, que quando chegamos lá estava fechado. Tinha uma van de excursão e outros dois carros querendo entrar e um rapaz informando que estava fechado, mas não sabia a razão, falaram que às vezes fecham e pronto. Quando está aberto, cobram R$ 5 por pessoa para entrar e pelo que vi, a subida é feita a pé, pois é um morro bem íngreme, mas curto. A foto abaixo tirei do Google. 🙁

Imagem tirada da http://www.recantodaserraurubici.com.br/
Imagem tirada da http://www.recantodaserraurubici.com.br/
Morro do Campestre lá em cima...
Morro do Campestre lá em cima… :(

No dia seguinte, acordamos bem cedo e fomos ao Morro da Igreja. É cerca de 20 minutos de subida, em uma estrada que não está muito boa, tem muitos buracos durante o trecho, por isso vá com calma. Passamos por uma guarita para entregar a autorização do ICMBio pouco depois da entrada para o Véu de Noiva.  O Morro da Igreja é um dos pontos mais altos de Santa Catarina, com mais de 1800m de altitude e um dos mais frios do Brasil. Lá venta muito e mesmo sendo primavera, estava congelante. Mas o visual compensa muito!

urubici-morro

pedrafurada

morro-da-igreja-urubici

Lá em cima fica a base da aeronáutica, que controla o espaço aéreo de SC e do RS, mas não é permitido entrar. Fora isso, não tem mais nada lá em cima.
Lá em cima fica a base da aeronáutica, que controla o espaço aéreo de SC e do RS, mas não é permitido entrar. Fora isso, não tem mais nada lá em cima.

Na volta paramos na Cascata Véu de Noiva, o acesso fica na metade do morro. É uma cachoeira que no inverno costuma congelar. O valor para entrar é R$ 5, e tem uma loja/restaurante que aproveitamos para ir ao banheiro.

cascata-veu-de-noiva

Já lá embaixo, paramos na Gruta Nossa Senhora de Lourdes. É uma gruta natural, cercada de paredões e uma das mais bonitas que já vi, com todo o local muito bem conservado. Tem uma queda d’água de 10 metros de altura.

Gruta Nossa Senho de Lourdes
Gruta Nossa Senho de Lourdes

Como ainda era cedo, decidimos ir até a Serra do Corvo Branco. Antigamente era a estrada que ligava o litoral à serra e é marcada pelos paredões dos dois lados. Para chegar lá saindo de Urubici, pegamos uns 10 minutos de estrada de chão. Dava para ver ao longe que tinha neblina, mas tinha esperança de poder ver alguma coisa quando chegamos lá. Mas não, olha a expectativa x realidade:

serra_urubici
Expectativa: Foto do Google
serra-urubici
Realidade :(

Saindo de lá, já era perto da hora do almoço, então paramos no Paradouro Santo Antonio para almoçar. O lugar é muito legal, com uma decoração rústica e a comida deliciosa. Eles servem peixes, cortes de carne, saladas e outros acompanhamentos. Eu amei e recomendo, só não é muito barato, mas acho um preço justo pelo que é servido (cerca de R$ 60 o prato individual com acompanhamento).

restaurante-urubici
Nossa vista
paradouro-santo-antonio
Paradouro Santo Antônio
onde-comer-urubici
Acompanhamentos, as carnes não saíram nas fotos.

Saindo do restaurante, ainda dava tempo de rodar mais um pouco antes de pegar a estrada. Fomos ver as Inscrições Rupestres, que é um acesso onde podemos ver as inscrições nas rochas, deixadas há mais de 4 mil anos atrás. Esse passeio é rápido, pois não dá para ir muito para dentro, só ver por fora mesmo. Essas inscrições ficam no caminho para a Cascata do Avencal (seguindo as placas na cidade e o mapa que pegamos na pousada), foi bem fácil de chegar.

Inscrições Rupestres
Inscrições Rupestres

Para chegar na Cascata do Avencal, também tem um trechinho em estrada de chão, mas bem curto, cerca de 5 minutos. A Cascata fica em um parque, que custa R$ 5 para entrar. Parece tudo meio caseiro, não sei se por ser baixa temporada, mas procurei uma pessoa para pedir informações e só encontrei o rapaz da entrada. Lá tem pedalinho e uma tirolesa, custam R$ 30 cada. Para a Cascata tem dois mirantes principais.

avencal-urubici

parque-do-avencal

tirolesa-avencal
Olha a corda da tirolesa

Antes de irmos embora, paramos no Café Beckhauser, uma casinha na saída da cidade. Tinha muitas opções de lanches, bolos, bijajicas a um preço super bom. Comi lá e trouxe coisas para casa, haha.

No dia anterior, tomamos café no Vó Maris e também achei tudo maravilhoso, uma variedade enorme de pães, bolos, rosquinhas, tudo bem caseiro. Aliás, esses cafés são paradas obrigatórias!

Depois foi hora de pegar a estrada e voltar pra casa. O final de semana foi super legal e é um passeio super recomendado para quem vem para Santa Catarina. E ainda mais obrigatório para quem mora aqui! Urubici é uma cidade que apesar de pequena, é bem preparada para receber turistas.

Você também pode gostar de

16 comentários em “Final de semana na Serra Catarinense – Principais passeios em Urubici

  1. Olá Thais! Esse destino tem todos os ingredientes para deixar um viajante pleno de satisfação! Cascatas, grutas, lagos e montanhas são cenários que me deixam sempre de boca aberta! Sabia que na ilha da Madeira em Portugal também há uma cascata com o nome de Véu da Noiva?

    1. Oi Eliana, espero que você consiga visitar logo, tem muitas coisas legais para visitar nessa região de Santa Catarina. A expectativa x realidade foi triste né, haha. Obrigada pela visita no blog 😉

  2. Essa é uma região lindíssima que está no alto de nossa lista de lugares pra conhecer. Por 2 vezes quase fomos mas por achar a hospedagem muito cara resolvemos ir a outros lugares. Parabéns pelo post, aumentou ainda mais nossa vontade! 😉

    1. Venham sim Itamar, a região é linda. A hospedagem é costuma ser mais barata na baixa temporada, como primavera e outono, e a cidade também fica menos cheia de turistas. Vocês vão adorar. 🙂

    1. Oi Dani, no inverno faz muitoooo frio sim, com registros de neve, mas a paisagem fica ainda mais bonita. 😉 Eu fui agora na primavera e ainda estava frio, haha, mas vale a pena conhecer!

Deixe uma resposta