
Last Updated on 21 de janeiro de 2026 by @thaiskw
Durante o nosso roteiro pela Itália, ficamos 4 dias em Roma e incluímos um dia para visitar o Vaticano. Eu havia começado a falar sobre o país no post sobre Roma, mas o conteúdo ficou longo demais e achei que o Vaticano merece – e tem conteúdo, para um post só para ele. No seu roteiro por Roma, reservar um dia para conhecer o menor país do mundo é uma experiência, na minha opinião, imperdível: além da importância histórica e cultural, o Vaticano reúne monumentos icônicos, curiosidades e atrações que vão muito além da religião, tornando o passeio interessante para todos, independente da crença 😉
Aqui no blog e no Youtube tem muita informação, mas caso queira um roteiro desenhado para você, eu tenho uma agência de viagens, o Viajapinha Travel e posso ajudar a planejar toda a sua viagem pela Itália com o pacote completo: passagens, hospedagens, seguro e roteiro personalizado para você. Clique aqui que entraremos em contato. 🙂
[Confira aqui: Roteiro completo na Itália, Roteiro em Florença e Dicas para planejar a sua viagem pela Itália]
Sobre o Vaticano:
O Vaticano é considerado o menor país do mundo, ele tem menos de 1km2 e cerca de 800 habitantes, entre membros do clero, funcionários e a famosa Guarda Suíça, responsável pela segurança do Papa desde 1506. Tornou-se um Estado independente em 1929, com o Tratado de Latrão, mas sua história como centro da Igreja Católica começa há mais de 1700 anos. Mesmo pequeno, o Vaticano concentra alguns dos maiores tesouros culturais do planeta, como a Basílica de São Pedro, a Capela Sistina e os Museus do Vaticano, além de ter seu próprio correio, jornal, rádio e até moeda. É um país que você atravessa a pé de Roma e muito interessante para quem ama história, arte ou quer ver de perto obras grandiosas.
Uma opção para quem tiver mais tempo e quer conhecer mais detalhes de cada local, indico sempre o Free Walking Tour (é de graça, você precisa deixar apenas a gorjeta para o guia).
Nosso roteiro de um dia no Vaticano:
Audiência Papal (ou não, no nosso caso, haha)
Eu sempre falo da importância de ter um bom planejamento de viagem e aqui está um excelente exemplo. A audiência papal é um encontro semanal (normalmente nas quartas-feiras) que o Papa tem com os fiéis, onde ele faz orações, dá bençãos, faz leituras bíblicas.. não é uma missa, mas um evento rápido onde as pessoas tem a chance de ver e ouvir o Papa de perto.
Nosso primeiro dia em Roma era justamente uma quarta-feira, (que já estávamos acompanhando a agenda do Papa, sabíamos que teria a audiência normalmente e tínhamos solicitados os convites meses antes). Se você quiser a chance de vê-lo, precisa pesquisar se ele estará na cidade e os eventos públicos em que ele apareça. É só clicar nos links que leva para os sites corretos, os convites são gratuitos. Eu queria muito ir na audiência porque era o único evento público nos dias que estaríamos lá e era o Papa Francisco que eu gostava bastante – e esse nosso encontro foi na mesma semana que ele foi hospitalizado, na sexta-feira :(.
Saímos cedinho do apartamento porque precisávamos pegar os convites, em um escritório na Piazza San Pietro, então chegamos (foi menos de 15 minutos a pé de onde estávamos hospedados) passamos pela segurança e pegamos os convites. Estranhamos que a Piazza di San Pedro estava vazia, entramos na Catedral e nos informaram que a audiência tinha mudado de lugar e aqui começou a confusão, haha.

Precisamos sair da área segura e entrar em uma nova fila de segurança para acessar o novo local, um auditório fora da praça. Quando saímos, a fila estava enorme, virando vários quarteirões (vários mesmo, muita confusão, tumulto, pessoas furando fila e a gente perdendo a esperança de entrar à tempo para a audiência, que era às 9h). Não estavam cobrando os convites e quando finalmente entramos, fecharam o portão bem na nossa frente dizendo que tinham acabado os lugares.

E aí o azar virou sorte: o guarda que estava ali nos disse que possivelmente ele passaria aqui bem em frente quando acabasse. Aguardamos e temos esse momento inesquecível aqui:


No fim, valeu muito a pena, vimos o Papa de mais perto do que jamais imaginei e saímos felizes com esse encontro. Foi rapidinho, ele só passou acenando e cumprimentando antes de ir embora, então logo saímos dali para nossa próxima parada.
Museu do Vaticano:
De lá, fomos direto ao Museu do Vaticano, já tínhamos comprado o ingresso antecipado – para às 11h30 da manhã. O ingresso custa 20 euros, compre o seu assim que tiver as datas da sua viagem. Em teoria eles abrem com 60 dias, mas simulei agora e já é possível comprar para 4 meses adiante. Eles até vendem na hora, mas é mais uma fila kilométrica, então o ideal é que você compre antecipado mesmo, você pode perder horas nessa espera. Caso você não consiga pelo site oficial, pode tentar pelas agências, como a Get your Guide.
O Museu não abre aos domingos, mas no último domingo de cada mês ele tem algumas horas de gratuidade (eu acho que não vale a pena, já é muito cheio normalmente, imagino que nesse dia seja ainda mais), confira no site oficial a agenda para a data da sua visita. Levamos um lanchinho, porque o Museu é enorme e ficaríamos algumas horas por lá.

O Museu do Vaticano na verdade são vários museus juntos (9 para ser exata), que formam um dos complexos culturais mais importantes do mundo, reunindo séculos de história, arte e o conhecimento acumulados pela Igreja Católica. Criados oficialmente no início do século XVI, em 1506, eles abrigam coleções que vão desde a Antiguidade Clássica até o Renascimento, com esculturas romanas, tapeçarias, mapas, pinturas e objetos históricos de valor inestimável. São várias galerias interligadas, como o Museu Pio-Clementino, a Galeria dos Mapas (muito legal) e as Salas de Rafael.


A visita passa também pela Capela Sistina, famosa mundialmente pelos afrescos de Michelangelo, especialmente o teto e o “Juízo Final”, considerados obras-primas da humanidade. Confesso que eu achava que essa parte do Juízo Final era maior, mas ainda assim, é impactante para conhecer. Nessa parte não pode filmar nem tirar fotos, então sente e aprecie, é realmente um momento inesquecível. É na Capela Sistina que acontece o Conclave, a escolha do novo Papa. É muito legal conhecer. Se você tiver tempo e orçamento, acredito que aqui seria muito legal contratar uma visita guiada (esse link é para um guia em português) porque o Museu é imenso e tem muita informação que acabamos perdendo. Em uma próxima visita eu farei isso.
Saindo do Museu fomos almoçar ali perto, mas nem vou indicar o restaurante porque estava apenas ok e um pouco caro. Se você não se importar em comer em pé ou sentado no meio fio, vá até a Pastaciutta que fica ali perto, comida boa e barata.
Piazza San Pietro
A Piazza San Pietro é a grande praça central do Vaticano. Ela impressiona pelo seu simbolismo e porque é realmente muito bonita e imponente. Projetada por Gian Lorenzo Bernini no século XVII, ela é famosa pelas colunatas semicirculares que representam, segundo o próprio artista, “os braços da Igreja” acolhendo os fiéis. No centro fica um obelisco egípcio com mais de 3000 anos, trazido a Roma ainda na época do Império Romano, além de duas fontes que completam a simetria do espaço. É ali que normalmente acontecem as audiências papais (não no nosso dia) e grandes celebrações religiosas. Uma das curiosidade interessante é o ponto exato onde as colunas se alinham perfeitamente. Preste atenção em marcações no chão e se posicione sobre eles: as quatro fileiras de colunas se sobrepõem visualmente e parecem formar apenas uma única fila. Esse efeito de ilusão de ótica foi pensado de forma intencional por Bernini.

Basílica de São Pedro
Eu fiquei genuinamente impressionada com a grandiosidade da Basílica de São Pedro, ela é MUITO maior do que eu imaginava (e com mais ostentação também). A Basílica de São Pedro é um dos maiores símbolos do Vaticano e chama a atenção pela sua dimensão, seu ouro e pela sua importância religiosa. Construída ao longo de mais de um século, entre os séculos XVI e XVII, ela está localizada no local onde, segundo a tradição, o apóstolo São Pedro foi sepultado. Visite também o subsolo e ver várias criptas de personalidades importantes da Igreja, Papas e a do apóstolo Pedro, a entrada é gratuita e o acesso é por fora, (é só perguntar, eu não tinha lido sobre isso e acabamos descobrindo na hora que fomos subir para a Cúpula).
O interior da Basílica abriga obras-primas como a Pietà de Michelangelo (procure, eu achei emocionante ver de perto, mas ela fica atrás de um vidro pois já sofreu atentados), além de altares e esculturas igualmente impressionantes. Lá dentro fica também a sepultura de alguns Papas, como o João Paulo II. Quando fomos, em 2025, era o ano do Jubileu, ano importante para a Igreja Católica e que acontece a cada 25 anos, então tem os rituais de passar pela Porta Santa (que foi fechada hoje, janeiro/26, acabei de ver a notícia enquanto escrevo esse post).

A Cúpula da Basília de São Pedro
Até chegarmos lá, tínhamos dúvidas se subiríamos a Cúpula da Basília de São Pedro para vermos o Vaticano do alto, porque já tínhamos subido a de Florença e achei bem puxada. No fim, decidimos e compramos o ingresso na hora, no final da tarde, sem nenhuma fila. São duas opcões de ingresso: uma que custa 15 euros e sobe praticamente metade do caminho de elevador (foi essa que eu comprei, haha) e outra que custa 10 euros e é todo o caminho de escada. Em minha defesa, a parte de escada que eu subi já foi bem difícil e a primeira metade não era tão ruim (desci por ela). Mesmo subindo menos de 300 degraus, achei mais difícil do que a Cúpula de Brunelleschi, mais estreita e levemente claustrofóbica. No verão, eu não recomendo de maneira nenhuma, deve ser horrível o calor.

A cúpula da Basílica de São Pedro foi projetada por Michelangelo e inspirada na cúpula de Brunelleschi, em Florença e no Panteão de Roma, é um dos maiores símbolos da arquitetura renascentista. Sua construção começou em 1588 e foi concluída em 1590, já após a morte de Michelangelo. Tem cerca de 136 metros de altura e acredito que seja a melhor forma de ver o Vaticano do alto (é suado, mas compensa demais!).


Saímos da Cúpula já anoitecendo, descemos para ver as criptas, passamos em algumas lojinhas e de noite, já bem cansados, voltamos em direção ao hotel. Se tivéssemos disposição, poderíamos ter ido no Castelo de Sant’Angelo, que hoje abriga um Museu e estava aberto quando passamos (no inverno fecha às 19h30, mas confira os horários no dia da sua visita).


Paramos para jantar e assim encerrou o nosso primeiro dia em Roma, conhecendo o Vaticano. 🙂
Aqui o post com o restante do roteiro em Roma.
Minha lista de hotéis em Roma (não fiquei neles, mas estavam na minha lista)
- Navona Essence Hotel Bonito, bem localizado, bem avaliado e bom preço
- Locanda Navona – Boa localização, mais simples que o primeiro, bom custo-benefício
- Hotel Boutique Campo di Fiori: Ficamos nessa região, que é próximo à Piazza Navona
- Hotel Pantheon – Próximo ao Panteão e bem avaliado
- Buonanotte Coliseo: para deixar uma opção próxima ao Coliseu, mas ainda prefiro as regiões dos hoteis acima 🙂
- Capellari Apartments Campo di Fiori: Esse foi o que ficamos, estávamos em seis pessoas. A localização é excelente, mas o apartamento não amamos. O sofá cama era muito ruim, tivemos falta de água.. Mas fora isso, foi um bom custo-benefício considerando o tamanho do nosso grupo.
E se você quiser ajuda para organizar a sua viagem, conte com o Viajapinha Travel!





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