Europa

Roteiro em Florença – O que fazer em 3, 4 ou 5 dias na cidade

No nosso roteiro dos sonhos na Itália, é claro que não poderia faltar a cidade que respira arte, foi o berço do Renascimento e de onde vieram os grandes artistas que conhecemos até hoje. É claro que estou falando de Florença, nossa última parada entre as cidades da Toscana e nesse post vou contar como foram nossos 3 dias na cidade e deixar também um roteiro de outros passeios caso você tenha mais tempo por lá.

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Roteiro de 3, 4 ou 5 dias em Florença:

  • Conhecer a Catedrale di Santa Maria del Fiore
  • Subir a Cúpula da Catedral de Florença
  • Conhecer os arredores da Catedral (caso tenha o passe): A Santa Reparata (ruínas da antiga catedral que ficam no subsolo da que tem hoje), o Batistério, a Torre do Sino de Giotto e o Museu da Ópera da Duomo.
  • Piazza della Signoria
  • Corredor Vassariano
  • Jardim de Boboli
  • Ponte Vecchio
  • O Mercado Municipal de Florença
  • Piazzale Michelangelo
  • Galleria dell’Accademia
  • Galleria degli Uffizi

Embaixo vou detalhar tudo e como organizamos nosso roteiro pela cidade.

[Post com dicas e informações para planejar sua viagem]
[Post com nosso roteiro de 15 dias na Itália]
[Post com nosso roteiro em Roma]

Um resumo rápido sobre Florença 

Florença teve seu crescimento no final da Idade Média, como centro comercial e financeiro e tornando-se uma das cidades mais ricas da Europa. Essa riqueza permitiu o surgimento de uma elite intelectual e artística, liderada principalmente pela família Medici, que governou a cidade por boa parte dos séculos XV e XVI. (A influência da família era tão grande que tiveram quatro Papas da família Médici). Foram mais de 300 anos de governo o que permitiu que a família fosse mecenas para o Renascimento, patrocinando artistas, cientistas e arquitetos que revolucionaram o pensamento e a estética europeia.

Durante esse período, Florença se tornou o epicentro de uma transformação cultural que influenciou todo o mundo ocidental. Foi lá que nasceram ou trabalharam artistas como Dante Alighieri, Giotto, Brunelleschi, Donatello, Botticelli, Leonardo da Vinci e Michelangelo. Além da arte, a cidade também foi palco de avanços na política, filosofia e ciência. O legado deixado pela cidade atravessa séculos e influenciam a sociedade e o conhecimento até os dias de hoje.

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Onde se hospedar em Florença

Florença não é uma cidade grande e a maioria dos atrativos são feitos a pé entre eles. Nós usamos ônibus uma única vez, para chegar na Piazzale Michelangelo (vou falar sobre na parte do roteiro). Então minha dica para estar bem localizado, é estar próximo desses pontos. Nós ficamos a cerca de duas quadras da Catedral de Florença, Santa Maria del Fiore e foi excelente. Outros lugares que eu indicaria é próximo da Piazza della Signoria ou da Ponte Vecchio (mas preferencialmente do lado da Piazza della Signoria).

Algumas opções que estavam na nossa lista (a primeira foi a que ficamos e a segunda foi a que reservamos, mas pediram para trocar por problemas no dia da nossa reserva):

Roteiro em Florença – Dia 1

Chegamos em um dia à noite e passeamos pelos arredores da Catedral (iluminada também fica linda!). Compramos comidinhas no supermercado e comemos no nosso apartamento.

Se tivéssemos chegado mais cedo, ou não reservado a subida da Cúpula tão cedinho, teríamos feito um Free Walking Tour para entender melhor a cidade e a história. É um tour a pé gratuito onde você só paga a gorjeta ao guia. Clique aqui para reservar o seu, mas tem também um Free Tour sobre os mistérios e lendas de Florença (eu ia amar esse também).

No dia seguinte, tínhamos comprado o Brunelleschi Pass para podermos subir a Cúpula da Catedral de Florença. Esse passe dá direito a outras atrações na cidade (a Torre do Sino de Giotto, o Museu da Ópera da Catedral, ao Batistério e à Santa Reparata). Compramos para o primeiro horário, às 8h da manhã. Nós estávamos no inverno, mas se você for no verão, o primeiro horário é quase questão de sobrevivência por causa do calor que faz por lá. Outra dica de comprar o passe para o primeiro dia, ele tem validade para três dias e você pode fazer as atrações incluídas aos poucos.

A Cúpula de Brunelleschi é interessante porque mesmo após 500 anos da sua construção (1420-1436) é até hoje a maior cúpula de alvenaria já construída. É um local cheio de curiosidades interessantes, você pode ler mais detalhes aqui. Nesse passeio, você passa no meio das duas cúpulas, uma interna que sustenta a outra externa. São 463 degraus até o topo, é cansativo, mas valeu muito a pena. Eu achei menos puxada do que a da Cúpula da Basílica de São Pedro do Vaticano.

A vista do alto da Cúpula
Mas não se enganem a subida é puxada hein!

Mercado Municipal: Inaugurado em 1874, tem no térreo a tradicional feira com frutas, verduras, carnes, peixes, queijos e embutidos frescos e alguns itens de padaria (é um ótimo lugar para comer canolis, croissants de pistache etc com preço bom) e no segundo andar tem uma área mais moderna com restaurantes, pizzarias, bares e lojas especializadas em produtos artesanais. Nós fomos em uma noite para aproveitar o Happy Hour com promoção de drinks (experimentem o Hugo Spritz, amamos) e petiscos, achamos um lugar legal para curtir em um dos dias.

Basílica de Santa Maria Novella: Construída entre 1246 e 1360, teve a fachada finalizada só em 1470, é famosa por seus afrescos e obras de arte de grandes nomes do Renascimento, como Masaccio, Giotto, Brunelleschi e Ghirlandaio, além de possuir espaços notáveis como o Claustro Verde e a Capela dos Espanhóis. Paga para entrar (se não me engano 8 euros), então decidimos não entrar nessa.

Perfumaria/Farmácia de Santa Maria Novella: Fica virando a esquina próximo da praça da igreja (coloque no Maps que encontra muito facilmente). É considerada a mais antiga da Europa, em funcionamento há mais de quatro séculos e por dentro é linda, eu acho que vale demais a visita. Os perfumes e velas eram mais caros, mas o preço de um importado, então se gostar de algum, acredito que vale o investimento por levar de lembrança de um lugar tão significativo. É dali também que veio a fragância que Catarina de Médici usou quando casou com Henrique II o rei da França, se chama água de Regina. (Se você assistiu a série Reign, sabe quem são essas pessoas, haha. Se não assistiu, indico muito!).

Galleria Della Accademia: fundada em 1784 como um espaço de estudo para alunos da Academia de Belas Artes, reunia obras de arte para inspirar os futuros artistas. Com o tempo, a coleção foi enriquecida com outras obras. A maioria das pessoas visita a Galleria pela escultura do David de Michelangelo, um ícone do Renascimento (é realmente surpreendente, mais de 5m de escultura em mármore), que foi transferida para lá da Piazza della Signoria em 1873 para preservação. Mas a Galleria é muito mais. Eu amei conhecer, tem salas enormes de esculturas, pinturas e até a coleção de instrumentos musicais que pertenceu a Ferninando de Medici. Nós compramos nossos ingressos na hora, mas recomendo fortemente que você compre pelo site oficial com antecedência.

O Davi de Michelangelo
Mas não deixem de passear por outras salas da Galleria dell’Academia, tem muita coisa legal por lá!

Piazzale Michelangelo (para ver o sol se pôr): para chegar lá, colocamos no Google Maps/ City Mapper o caminho e decidimos ir de ônibus (linha 13, mas use o mapa para saber onde pegar e quando descer), porque é um pouco mais afastado. O local tem uma vista panorâmica da cidade e o acesso é gratuito. Dá para ir a pé, mas como é mais longe e uma boa parte é uma subida, sabíamos que esses mais de 30 minutos andando seriam cansativos pra quem já tinha subido uma Cúpula de manhã. Chegando lá, bem ao lado da praça está o Giardino delle Rose, jardim com mais de 400 tipos de rosas que vale a passada uma vez que você já subiu até lá. Um pouco mais pra cima tem a Abadia de San Miniato al Monte, igreja que tem a típica fachada de mármore florentina e fica em um monte atrás da Piazzale Michelangelo. Ela abriga uma farmácia monástica onde os monges produzem e vendem produtos fitoterápicos, tem entrada gratuita e fica aberta diariamente até às 19h. Eu acabei não indo em nenhum desses lugares, só vi de longe, mas saibam que tem, haha. O pôr-do-sol de lá é realmente lindo e inesquecível e tem uma energia muito boa das pessoas ao redor encerrando o dia. Com certeza vale a ida. Quando começou a escurecer, seguimos o fluxo de pessoas até lá embaixo e pegamos um ônibus de volta às margens do rio (nosso passe, de 90 minutos, ainda estava válido), mas daria para voltar até nosso apartamento a pé também.

Jantamos no All’Antico Vinaio que ficava na rua do nosso apartamento (quase na frente da Galleria dell’Accademia). É muito gostoso e vale o hype na nossa opinião, entre 10 e 12 euros por sanduíches super bem servidos (o meu sobrou pro café da manhã do dia seguinte, haha).

O sanduíche do All’Antico Vinaio, na minha opinião, vale todo o hype

À noite decidimos dar uma volta na Via del Corso e Via del Calzaiuoli que era próximo do nosso apartamento tem várias lojas. Fica próximo da Piazza della Republica e Piazza della Signoria (que não fomos até lá). Passamos pelo Porcellino para colocar uma moedinha e pedir para voltar a Florença. 🙂

Roteiro em Florença – Dia 2

Galleria degli Uffizi

No nosso segundo dia, acordamos cedo porque tínhamos comprado ingressos para o Corredor Vassariano e ele dá entrada na Galleria degli Uffizi duas horas antes do horário do corredor (poderíamos entrar às 9h na Galleria).

A Galleria degli Uffizi é um dos museus de arte mais importantes do mundo (e um dos maiores também). Começou a ser construído a pedido de Cosimo de Médici em 1530 e abriga obras de Leonardo da Vinci, Botticelli, Michelangelo e muitos outros nomes importantes na história da arte. Nós só tivemos duas horas e tivemos que acelerar para ver tudo, então recomendo que você dedique pelo menos um período para conhecer bem a Galleria.

A Galleria abre de terça à domingo, custa 25 euros e a compra de ingresso antecipado é altamente recomendado.

Das muitas obras famosas da Galleria degli Uffizi. Essa é uma das minhas preferidas!
Corredor Vassariano

O Corredor Vassariano é um corredor construído saindo da Galleria degli Uffizi para na época dos Médici, eles poderem ir da Piazza della Signoria, onde ficava o centro político da época, para o Palácio Piti, onde eles moravam, sem precisar passar pelas pessoas. Esse Corredor na época tinham quadros e obras, mas hoje em dia, após a reforma e reabertura para o público, tem só paredes brancas. É interessante porque vemos a cidade de cima, inclusive a Ponte Vecchio e também passamos por uma parte onde a família Médici tinham acesso às missas. O Corredor passou anos fechado e rebariu em dezembro de 2024, ou seja, é uma atração relativamente nova, nós fomos em fevereiro. Importante dizer também que é uma visita acompanhada, mas não guiada. Duas pessoas andam com o grupo, mas elas não vão explicando, apenas cuidando do tempo e tirando eventuais dúvidas. O passeio todo dura cerca de 20 minutos e acaba no Palácio Piti. Dito isso, não acho que seja imperdível pelo preço cobrado (custou 47 euros, incluindo a Galleria degli Uffizi). Claro, que se você tem um orçamento que permita e tempo para ver todas as atrações, ele é bem interessante. Vou deixar o link para o reel que fiz para o Instagram e dá uma ideia de como é tudo. Você pode comprar os ingressos aqui.

Por dentro do Corredor Vassariano
No meio do corredor tem essa janela, de onde os Medici podiam acompanhar as missas com privacidade
Ponte Vecchio

Saímos do Corredor Vassariano fomos em direção à Ponte Vecchio e arredores. Dá para ver o Corredor da Ponte e vice-versa. Acredita-se que a Ponte Vecchio tenha sido construída na Roma Antiga, mas ela foi destruída por eventos climáticos em 1333 e reconstruída como vemos hoje em 1345. Ela é não foi destruída peloa alemães durante a Segunda Guerra e acredita-se que tenha sido ordem de Hitler, que era admirador de arte e arquitetura (acredita-se também que foi o motivo de ele também não ter destruído Kyoto no Japão). A ponte é para pedestres e é famosa pelas joalherias em sua extensão, mas originalmente eram açougues e peixarias, que a família Médici proibiu por causa do cheiro.

Passeamos um pouco e almoçamos no restaurante ali perto que achamos por acaso e amamos, então fica a dica: Il Ricetario. Depois, fomos caminhando com calma pela cidade, comendo gelattos e entrando em lojas, e explorando mais a cidade até chegarmos na Piazza della Signoria novamente.

A Ponte Vechio de dentro do Corredor Vassariano
Santa Reparata

Santa Reparata é a antiga basílica de Florença, fundada no século V, demolida em 1379, e é possível visitar as suas ruínas. Foi ‘aberta’ em uma campanha arqueológica entre 1963 e 1937. A atual Catedral está construída em cima dela, então para visitar as ruínas você desce umas escadas que tem dentro da Igreja. A Santa Reparata foi descoberta Esse ingresso está incluso no Brunelleschi Pass.

Museu dell’Opera del Duomo

É um museu que reúne a história e objetos da construção da atual Duomo de Florença. Dá para ver até os modelos para a fachada da Catedral, a história da Cúpula e muito mais. Eu me surpreendi porque achei um museu muito rico e bem ambientado, se você tem o Brunelleschi Pass vale a pena, já que ele está incluso e fica ao lado da Catedral. Lá também tem obras importantes, como a Pietá Bandini de Michelangelo e Maria Madalena de Donatello.

Por dentro do Museu dell’Opera

À tardinha/noite, fomos novamente no Mercado Municipal, no segundo andar tem uma área muito legal com barzinhos e restaurantes e estava rolando um Happy Hour com bebidas em dobro, então comemos e aproveitamos para experimentar uns drinks diferentes.

Outra dica de restaurante para fechar o dia é a Tratoria Dall’Oste, recomendadíssimo para experimentar a tradicional bisteca fiorentina. Nós fomos em outro, mas pelo que li, essa é a melhor. Recomenda-se reservar, mas você pode tentar ir e aguardar também.

Roteiro em Florença – Dia 3

Se tivéssemos um terceiro dia na cidade, iríamos entrar nos lugares que não fomos e citei acima:

Palácio Piti

Foi comprado pelos Medici em 1550 por Cosimo e tornou-se um dos símbolos de poder da família Médici na Toscana. Depois, foi casa para outras duas dinastias: Habsburg-Lorraine que sucedeu os Médici em 1737 e dos reis da Itália de Savoy, até 1865. O nome vem de um dos primeiros moradores, um banqueiro fiorentino chamado Lucca Piti. Hoje abriga cinco museus: Tesouro do Grand Dukes e Museu de Ícones Russos (com a Capela Palatina) no térreo, a Galeria Palatina e os apartamentos reais e imperiais no primeiro piso, uma Galeria de Arte Moderna e o Museu de Moda no segundo andar. O ingresso custa 16 euros ou 22 se combinado com o Jardim de Boboli e podem ser comprados aqui.

O Palacio Piti por fora (é onde acaba o tour do Corredor Vassariano)
Jardim de Boboli

Atrás do Palácio Piti fica o Jardim de Boboli, que foi um modelo para vários jardins europeus das cortes européia, criado pela família Médici. O Jardim é bem adornado e tem algumas fontes, como a Fonte de Netuno. As dinastias seguintes aumentaram os jardins até a Porta Romana. Nós não fomos, mas fiquei com vontade e com certeza irei na próxima vez na cidade. A entrada custa 10 euros e pode ser comprada antecipada aqui.

Curso de Massas em Florença

No final da tarde/noite eu faria um curso de massas ou pizzas. Nós queríamos muito ter feito um, deixei para decidir lá dependendo do nível do cansaço e da disposição e quando fui reservar, não tinham mais vagas. Esse curso começa no final da tarde e inclui jantar, acredito que seja muito legal, quem fizer me conta?

Roteiro em Florença – Dia 4

Com mais dias em Florença eu faria bate-volta pela cidade. Se tiver de carro, iria de carro, com calma conhecendo as cidades pequenas até Pisa. Se não tiver de carro, compraria uma excursão guiada, vou deixar as sugestões para Pisa aqui:

Roteiro em Florença – Dia 5

Com mais um dia em Florença, dedicaria a conhecer as vinícolas da região. Nesse caso, mesmo estando de carro, provavelmente optaria por um tour para poder beber um pouco, afinal a maioria oferece degustação:

Florença é uma das cidades que deixou gostinho de quero mais e quando eu voltar. É uma cidade fácil de passear e se locomover, excelente comida e um alimento para a cultura. Vou deixar aqui um vídeo que fiz resumindo os meus dias. (Não se esqueça de se inscrever no canal!):

Depois fomos para Milão para fazer o passeio de trem na linha do Bernina Express. Confira aqui o post completo.

@thaiskw

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