
Last Updated on 14 de fevereiro de 2026 by @thaiskw
Roma foi a nossa última parada na nossa viagem de 15 dias pela Itália. Viemos de trem-bala de Milão, chegamos no finalzinho da tarde com um clima animado de uma cidade noturna vibrante nos dando boas-vindas e causando a melhor das impressões. Deixamos a mala no nosso apartamento e saímos para explorar um pouquinho a cidade e jantar. Nesse post, vou contar tudo sobre Roma, onde se hospedar, principais atrações e nosso roteiro de 4 dias na cidade (e opções caso você tenha 5 ou mais dias também).
Aqui no blog e no Youtube tem muita informação, mas caso queira um roteiro desenhado para você, eu tenho uma agência de viagens, o Viajapinha Travel e posso ajudar a planejar toda a sua viagem pela Itália com o pacote completo: passagens, hospedagens, seguro e roteiro personalizado para você. Clique aqui que entraremos em contato. 🙂
Como ir do aeroporto ao Centro de Roma?
Se você chegar no aeroporto FCO de Roma, ele fica a pouco mais de 30km do centro da cidade. Uma opção é contratar um Transfer privado de e para o aeroporto que dependendo do horário que você chegar, número de pessoas ou se tiver muitas malas pode ser uma opção, além de pegar um táxi ou Uber. Mas claro que essa também é a alternativa mais cara, então vou deixar aqui as opções por transporte público:
- Leonardo Express: O trem expresso que liga o aeroporto à Estação Termini e leva cerca de 30 minutos. Saem a cada 15 minutos, os bilhetes podem ser comprados direto na estação e custam 14 euros o trecho. Tem uma opção de bilhetes mais em conta se você estiver em 4 pessoas. Chegando na Termini, você vai precisar pegar um ônibus ou uber até sua hospedagem.
- Linhas Regionais da Trenitália: Nessa opção há paradas, então coloque no Google Maps para ver qual a mais próxima da sua hospedagem e se essa é uma boa opção para o seu caso. Ele custa 8 euros e não vai direto até a Termini (caso você queira ir até lá, precisará trocar de trens no caminho).
Como ir da Estação Termini ao Centro de Roma?
Caso você chegue em Roma de trem, vai chegar pela estação principal da cidade, a Termini. Foi assim conosco, chegamos lá vindos de Milão. Para sair de lá é muito fácil e você pode chegar de ônibus para perto da sua hospedagem. Nós colocamos no Google Maps, que nos orientou em qual era o ônibus que devíamos pegar. Eles ficam bem na saída da estação, tem um guichê para comprar os bilhetes (os nossos foram 1,50 euros por pessoa) e entramos no ônibus que nos deixou a cerca de duas quadras do nosso apartamento. 🙂 Se você estiver com muita bagagem, vale pegar um Uber, já que essa estação é mais central e não vai sair muito caro. (Cuidado com os pickpockets que tem por lá!)
[Confira aqui: Roteiro completo na Itália, Roteiro em Florença e Dicas para planejar a sua viagem pela Itália]
Onde se hospedar em Roma?
Ao contrário de muitas outras cidades grandes onde eu falo que um lugar bom para hospedagem é próximo às estações de metrô, aqui essa dica não se aplica. Isso porque Roma foi uma cidade onde andamos muito a pé e com exceção do dia da chegada, não usamos transporte nenhuma vez. Apesar de ser mais caro ficar no centro histórico, ficando bem localizada, você fica perto de praticamente tudo o que precisa na cidade. Nós ficamos pertinho da Piazza Navona e foi perfeito, perto de tudo e uma região muito gostosa. Outras regiões que eu ficaria é próximo do Coliseu, da Fontana di Trevi e até perto da entrada do Vaticano. Na minha opinião vale a pena desembolsar um pouco mais para ficar mais central. Vou deixar aqui embaixo algumas indicações de lugares que eu ficaria:
- Navona Essence Hotel Bonito, bem localizado, bem avaliado e bom preço
- Locanda Navona – Boa localização, mais simples que o primeiro, bom custo-benefício
- Hotel Boutique Campo di Fiori: Ficamos nessa região, que é próximo à Piazza Navona
- Hotel Pantheon – Próximo ao Panteão e bem avaliado
- Buonanotte Coliseo: para deixar uma opção próxima ao Coliseu, mas ainda prefiro as regiões dos hoteis acima 🙂
- Capellari Apartments Campo di Fiori: Esse foi o que ficamos, estávamos em seis pessoas. A localização é excelente, mas o apartamento não amamos. O sofá-cama era muito ruim, tivemos falta de água.. Mas fora isso, foi um bom custo-benefício considerando o tamanho do nosso grupo (estávamos em seis adultos).
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Roteiro em Roma
Chegamos em um dia à noite e depois de deixar as malas no apartamento, passeamos pela cidade, para ver alguns pontos à noite e valeu a pena, fomos direto para a Fontana di Trevi, jantamos e voltamos cedo para casa para descansar e sair cedo no dia seguinte.
Uma opção é caso você chegue cedo, é começar a conhecer a cidade por um Free Walking Tour esse link é para um em português, o tour é gratuito, mas você precisa deixar a gorjeta do guia. É uma ótima maneira de ter uma visão geral e também ouvir em detalhes a história de cada local. 🙂
Outra opção caso tenha poucos dias ou prefira começar tendo uma geral da cidade, é contratar o passeio pela Excursão de Big Bus.

Dia 1 – Vaticano
Tudo sobre o nosso dia no Vaticano nesse post. Teve ver o Papa de pertinho, o Museu do Vaticano, a Basílica de São Pedro e a subida da Cúpula.
Dia 2 – Roteiro em Roma
Nosso segundo dia em Roma fomos ao clássico: Coliseu e Foro Romano. O Coliseu de Roma era um sonho para mim, um dos monumentos mais emblemáticos do mundo. Inaugurado no ano 80 d.C., ele era o lugar do combates de gladiadores, espetáculos públicos e eventos que reuniam milhares de espectadores, podendo abrigar cerca de 50 mil pessoas. A arquitetura impressiona até hoje pela engenharia, com sistemas de acesso, arquibancadas e até mecanismos subterrâneos (queríamos o tour que passa pelo subterrâneo, mas não conseguimos os ingressos de jeito nenhum, esgotava muito rápido), então compramos o ingresso normal mesmo. Compre com antecedência no site oficial, que abre com 30 dias Custou 18 euros a categoria que compramos (Coliseu + Foro Romano). Atualmente, o Coliseu é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das principais atrações da Itália.

Nosso ingresso era por volta das 9h da manhã e assim que entramos começou a chover muito forte e sem parar. Ficamos muitas horas por lá, vimos tudo da parte do Museu, e quando a chuva dava uma amenizada, aproveitávamos para ver e tirar fotos na parte externa. Saímos de lá já era hora do almoço e achamos um restaurante chamado Naumachia ali próximo do Coliseu, umas duas quadras para dentro. Achamos a comida gostosa e o preço muito bom considerando a proximidade com o ponto turístico.
Voltamos para na parte da tarde ir ao Foro Romano, já que o ingresso do Coliseu inclui também a visita no mesmo dia. Mas preste atenção ao horário, ele fecha uma hora antes do pôr-do-sol, e aqui, como estávamos no inverno, estavam fechando por volta das 15h30, vimos pessoas tentando entrar e eles não deixaram.
O Fórum Romano era o centro político, religioso e comercial da Roma Antiga e o local onde aconteciam discursos, julgamentos, cerimônias e o dia a dia dos cidadãos, cercado por templos, basílicas e arcos triunfais. Já o Palatino, uma das sete colinas de Roma, é considerado o berço da cidade e ficou conhecido por abrigar os palácios dos imperadores, oferecendo uma vista privilegiada do Fórum e do Coliseu. É tudo o mesmo complexo e aqui temos uma ideia de como funcionava a Roma Antiga, com vários monumentos e muita história. Senti por não termos contratado um guia, porque a maior parte das coisas só passávamos sem saber muito o que significava, então será obrigatório para mim em uma próxima visita. Caso você queira contratar para a sua visita: Visita guiada ao Coliseu e visita guiada ao Coliseu e Fórum Palatino (com guias em Português).

Saindo de lá, fomos à pé ao Circo Máximo, que foi o maior e mais antigo estádio da Roma Antiga, dedicado principalmente às corridas de bigas, um dos espetáculos mais populares do Império Romano. O Circo tinha capacidade para mais de 150 mil espectadores, tornando-se um verdadeiro centro de entretenimento da época. Hoje é como um grande parque, dá para ter ideia pelo tamanho, mas não tem quase nada preservado da época.
De lá, fomos até a Bocca de la Veritá, uma máscara feita de mármore que tem uma lenda de que quem conta uma mentira com a mão lá dentro, a boca se fecha. Custava 1 ou 2 euros para tirar uma foto com ela, mas a fila estava muito grande e não quisemos esperar.

Fomos andando até o Altare della Patria, um grande monumento construído no início do século XX em homenagem a Vítorio Emanuelle II, o primeiro rei da Itália unificada, o monumento abriga também o Túmulo do Soldado Desconhecido, sempre guardado por uma chama eterna. Lá de cima tem uma vista para o Coliseu e caso você queira subir ainda mais, tem um elevador pago para uma vista panorâmica (nesse não fomos e nem na parte paga do Altares-mores).

Voltamos caminhando pela Avenida Vittorio Emanuelle, com calma, parando nas lojinhas e sorveterias e depois saímos para jantar perto do nosso apartamento. Uma coisa legal: quando voltamos estava tendo a gravação de um filme grande na nossa rua, com uma equipe enorme de produção e seguranças que não deixaram eu tirar fotos, haha. Perguntei qual filme era ele disse que não sabia, mas se eu assistir um dia vou saber identificar pela cena que vi o ensaio, haha.

Dia 3 – Roteiro em Roma
Nosso terceiro dia começamos indo na feirinha que tem em Campo dei Fiori que ficava quase ao lado do nosso apartamento. Não sei se ela acontece todos os dias, mas estava lá em todas as manhãs que passamos.
Fomos andando até o Panteão e entramos. Todo primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita (mas pode ter espera, então não sei se é uma boa ideia). Entramos na fila para pagamento em dinheiro e não pegamos fila, mas recomendo que você compre o ingresso com antecedência ou lá mesmo, tem um QRCode lá onde você pode comprar online e ir para a fila de quem já comprou os ingressos.

O Panteão de Roma é um dos edifícios mais bem preservados da Roma Antiga e tem quase dois mil anos. Foi construído no século II d.C., durante o reinado do imperador Adriano, o templo era dedicado a todos os deuses romanos e hoje funciona como igreja/museu. Seu grande destaque é a cúpula com o óculo central, uma abertura que deixa a luz natural entrar. Com proporções matematicamente precisas, o Panteão serviu de inspiração para que Brunelleschi construísse a Cúpula da Catedral de Florença (que é até hoje a maior cúpula de alvenaria já construída).
Saindo de lá, passamos na Igreja que está viralizada por causa do teto, onde as pessoas tiram foto com o espelho, sabem? Se chama Chiesa Sant Ignazio di Loyola e para entrar não paga nada, para tirar a foto com o espelho custa 1 euro e tinha fila, então só apreciamos ela sem a foto mesmo e vale muito a pena, a Igreja é linda!
Passamos no Forno, uma padaria que tem ao lado da Fontana di Trevi que tínhamos muitas indicações e valeu demais pelo Canoli e Croissant de pistache. Para sentar lá dentro tinha espera, mas para pegar para levar não, que foi o que fizemos. Depois fomos à Fontana di Trevi pra ver ela durante o dia, mas a fila pra entrar estava enorme e como tínhamos já entrado no dia anterior, decidimos só ver por fora mesmo. Eu li que a partir de 1 de fevereiro de 2026 será cobrada uma taxa de 2 euros por pessoa para entrar.
Logo depois aproveitamos que ainda não era meio dia (portanto menos movimento) e fomos almoçar no Pastaciutta, que eu queria desde o primeiro dia. Dentro não tem muito espaço para sentar e a maioria das pessoas come na rua mesmo, mas como era cedo, conseguimos sentar lá dentro. Adoramos, massa fresca por cerca de 8 euros, uma pena que era nosso último dia inteiro e não teríamos oportunidade de ir lá novamente.

Na parte da tarde, fomos caminhando até a Via del Corso, uma rua com muitas lojas (inclusive a Kiko, nosso objetivo por lá, haha). Não sei se é sempre, mas a rua estava fechada para carros (era uma quinta-feira comum). Caminhamos até a Piazza di Spagna, uma das praças mais famosas e um dos cartões postais de Roma, conhecida pela Escadaria da Trinità dei Monti, com seus 135 degraus que ligam a praça à igreja no topo. No centro da piazza fica a Fontana della Barcaccia, uma fonte em formato de barco atribuída a Pietro Bernini.

Voltamos pela Via dei Condotti, uma rua também de lojas, mas nessa rua aqui, a maioria eram as lojas de luxo, então foi só para ver mesmo.
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Dia 4 em Roma
Caso você tenha mais um dia em Roma, aproveite para conhecer a Villa Borghese, considerado um dos parques mais bonitos da Europa. Lá tem uma galeria/museu e um zoológico. Dizem que o complexo tudo é muito bonito, mas eu não tive tempo para conhecer e com certeza iria em uma próxima visita.
Depois, à tarde/noite, visite o bairro de Trastevere (nós encaixamos no dia anterior, mas ficou muito cansativo e nem esperamos para jantar por lá tamanho nosso cansaço). Esse bairro fica do outro lado do rio Tigre, é mais boêmio e tem um ar mais tradicional, com igrejas históricas como a Basílica de Santa Maria in Trastevere e várias trattorias e bares.

Caso ainda tenha energia, que tal aulas de culinária em Roma? Eu queria muito ter feito algumas, mas deixei para reservar quando estivesse lá e ver que dia ficaria melhor e quando eu quis comprar, não tinham mais vagas. Eu tinha essas aqui salvas para Roma: Aula de Pizza Italiana e Aula de Massa e Tiramussi.
Dia 5 em Roma
Com mais dias em Roma, eu aproveitaria para fazer bate-voltas da cidade. Nós fomos para Civitta de Bagnoreggio e Orvieto (que vou contar mais em outro post), mas alugando um carro e fazendo uma roadtrip pela Toscana, não foi um bate-volta. Caso não tenha esse tempo, vale fazer por conta de trem (mas acredito que você consiga fazer apenas uma delas por dia, pois os trajetos não são muito interligados) ou contratar uma excursão. Recebi muitas recomendações de Assis e seria para onde eu iria se tivesse mais dias por lá. Só Assis dá para ir tranquilamente de trem por conta própria.
Excursão a Assis, Orvieto e Civita de Bagnoreggio
Assim foram meus dias em Roma, já cansados porque foi nossa última parada de uma viagem de 15 dias pela Itália, mas um sonho realizado e uma vontade de voltar em breve.
Deixo aqui o vídeo dos nossos dias por lá no Youtube, já aproveita e se inscreve no canal 🙂
[Confira o post completo sobre nosso bate-volta na linha do Bernina Express]
*Em alguns links desse e de outros posts eu posso receber uma pequena comissão, você não paga a mais por isso, mas me ajuda a manter o blog. 🙂





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