O que fazer em Hakodate no Japão em um dia: roteiro completo pela cidade em Hokkaido
Durante nossa viagem a Hokkaido no Japão, depois de Sapporo nossa próxima parada era a segunda maior cidade da Ilha: Hakodate! Chegamos lá depois de pouco mais de três horas de trem-bala costeando o mar e passando por paisagens lindas! Nesse post vou contar um pouco mais sobre a cidade que só passamos um dia e como foi o nosso roteiro. Achamos Hakodate com várias diferenças de outras partes do Japão e que também deixou vontade de voltar.
Sobre Hakodate:
A cidade de Hakodate é a segunda maior na ilha de Hokkaido e é diferente porque possui a cultura japonesa, mas com influências russas, inglesas e americanas, resultado de ter sido um dos primeiros portos japoneses abertos ao comércio internacional, no século XIX. O Porto de Hakodate abriu em 1859, ao mesmo tempo que Yokohama e Nagasaki, tornando-se um dos primeiros portos de comércio internacional do Japão. Isso deixou marcas em toda a arquitetura, na gastronomia e nos costumes da cidade.
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Onde se hospedar em Hakodate:
Nós ficamos em um ryokan (gostamos, mas achamos que nossa primeira experiência em Takayama foi melhor). Se você não for ficar em uma hospedagem tradicional como fizemos, recomendo que escolha um hotel próximo à estação central, acredito que seja melhor para passear pela cidade. De maneira geral, achamos os valores por lá bem amigáveis:
Nós chegamos na cidade no final da tarde e fomos direto ao nosso ryokan, onde passamos a noite. No Instagram e no vídeo do Youtube eu mostro tudo sobre essa nossa estadia, que é o meu tipo de experiência preferida no Japão.
No dia seguinte, depois do café da manhã, pegamos um Cable car até a estação de Hakodate para deixar nossas malas no guarda volumes e podermos passear mais tranquilos. A partir dali, fizemos todo esse roteiro a pé:
Hakodate Morning Market: O mercado funciona todos os dias das 5h até as 14h. Com uma área de cerca de 33 mil m², reúne aproximadamente 250 bancas. Tem lugares para comer, mas já tínhamos tomado um café reforçado no ryokan. Nós amamos para comprar artesanato, no vídeo do Youtube tem a banquinha que mais gostamos e onde compramos nossas lembrancinhas. Esse mercado começou em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando agricultores locais começaram a vender verduras ao ar livre. Hoje concentra a gastronomia de Hokkaido, frutos do mar como caranguejo e salmão a frutas diretamente das fazendas. Também tem uma parte que você vê as pessoas pescando lulas ao vivo.
O mercado matutino 🙂
Hakodate Meijikan: Tem outros ‘barracões’ pelo caminho com lojas de decoração, jóias e outras coisas nessa mesma rua, então o passeio acaba levando mais tempo se você for parando para entrar (tem coisas lindas, vale muito a pena!). O Meijikan é o antigo prédio dos Correios reformado que abriga lojas de artesanato, caixinhas de música e produtos de vidro de todo tipo, inclusive miniaturas. Eu poderia passar horas lá dentro só olhando
Monte Hakodate: Infelizmente não conseguimos ir porque nesse dia, por algum motivo, ele não abriu de manhã, mas acredito que foi algo pontual. De qualquer maneira, fomos caminhando até a entrada do bondinho e foi um bom passeio, só descobrimos lá que não iria abrir. O bilhete custa 1800 ienes e é considerada uma das vistas mais bonitas do Japão, especialmente à noite (nós não teríamos nenhuma noite por lá, só essa manhã mesmo.)
O mais perto que chegamos do Cable Car 🙁
Igrejas católica, prebisteriana e ortodoxa: Na esquina seguinte você encontra um dos aspectos que torna Hakodate uma cidade diferente e que mostra essa influência ocidental. Essa região se chama Motomachi e no mesmo quarteirão tem igrejas de diferentes religiões, na igreja católica eu entrei e estava escrito que era uma das mais antigas do Japão. Não tem muitas porque menos de 1% dos japoneses seguem o catolicismo. A Igreja Ortodoxa foi a primeira dessa religião no Japão. mas achei muito interessante essa diversidade.
A Igreja, uma das mais antigas do Japão
Porto de Hakodate: fomos descendo essa rua até chegar no porto de Hakodate, que abriu em 1859 como um dos primeiros portos de comércio internacional do Japão, no mesmo ano de abertura dos portos de Yokohama e Nagasaki.
Kanemori Red Brick Warehouse: fundado em 1887 e reconstruído em 1909, os armazéns históricos de tijolos vermelhos são um dos marcos mais icônicos da cidade, e desde 1988 foram transformados em um complexo de compras e gastronomia mantendo a arquitetura original intacta. São cerca de 50 lojas divididas em quatro áreas: com boutiques, cafés e área para eventos. Não sei se pelo horário, não encontramos um lugar que parecesse interessante para almoçar, então só andamos pela lojinhas (são muitas e muito legais).
Depois, iniciamos a caminhada em direção à estação pois esse seria nosso dia de ir embora para Nagóia (em breve o post com nosso roteiro por lá). Na estação mesmo acabamos compramos nossos bentôs para comermos na longa viagem de trem-bala. 🙂
Tivemos só um dia em Hakodate, mas se você tiver mais tempo (ou se eu voltar!), vale muito incluir:
Goryokaku — Um forte em formato de estrela construído em 1866, o primeiro do Japão no estilo de fortificação ocidental, erguido para proteger a cidade de invasões russas. Hoje é um parque público. Para ver o formato de estrela lá de cima, suba na Torre Goryokaku. Custa 1200 ienes e tem 107m de altura (o observatório fica a 90m).
Daimon Yokocho — Uma ruinha cheia de pequenos bares e lanchonetes com clima de izakaya. Uma boa opção para quem fica mais tempo na cidade e busca lugares para bebidas e petiscos.
Onuma Quasi-National Park — A cerca de 20 km de Hakodate, esse parque nacional tem lagos, trilhas e o vulcão Monte Komagatake ao fundo (que eu acho que é o monte que vimos do trem, ele aparece no meu vídeo do Youtube).
Abaixo você confere o meu vídeo pela cidade. Não esqueça de se inscrever no meu canal 🙂