A ideia no nosso roteiro era chegar em Takayama mais cedo, mas como esperamos abrir o office do JR Pass para ativar (não tínhamos trocado antes) e a distância de Tóquio é de 4 horas, acabamos chegando perto das 13h.
Takayama é uma cidade pequena e dá pra explorar quase que toda a pé. Mas para passear pela parte histórica, o ideal é você pegar se hospedar próximo do rio e das ruas Ichi-no-machi, Ni-no-machi e San-no-machi que são as principais ruas históricas. A estação de trem fica a uns 20 minutos a pé dessa região.
Nós nos hospedamos no nesse ryokan e achei uma ótima localização. Contei tudo sobre essa experiência aqui.
Já no segundo dia, trocamos de hotel e ficamos em um mais barato bem em frente à estação, nesse aqui.
Takayama fica nas montanhas e por isso acredito que tenha o verão menos quente se comparado a outras cidades. Nós fomos no outono e achamos que foi perfeito: frio na medida e paisagens lindas e avermelhadas pelas cores da estação. O inverno é bem frio e pode nevar – e eu particularmente não gosto de passear com a neve. A primavera também é uma boa estação para conhecer a cidade.
Durante a primavera e o outono acontecem os festivais da cidade que estão entre os mais famosos do Japão: Takayama Matsuri. São dois dias que na primavera acontece em meados de abril (entre 14 e 15) e em outubro (9-10). Nesse site tem mais informações sobre o festival e onde ele acontece.
Logo que chegamos, fizemos check-in no nosso ryokan e é uma experiência que recomendo demais! Por isso, parte do nosso dia foi dedicado a aproveitar essa hospedagem, que ofereceu jantar, café da manhã e onsen (banho termal).
Antes disso tudo, saímos para ver um pouco da cidade. Como é pequena, tudo fecha muito cedo, antes das 17h a maioria das lojas já não estava mais funcionando.
Mas deu para aproveitarmos um pouquinho e sentir o clima de cidade pequena e histórica. Takayama é uma cidade produtora de saquê, então além de lojas vendendo o produto, também tem degustações e tour. Paramos em uma na rua na old town que podia comprar um copinho por 300 ienes e degustar cada rótulo por 100 ienes. O copinho fica de lembrança pra levar.
Nesse primeiro dia, aproveitamos para explorar essa parte histórica, entrando nas lojas e degustando saquês é um ótimo programa. Achamos a cidade uma delícia de passear.
Nós também fomos no Museu de História e Arte de Takayama, que fechava às 19h e tem entrada gratuita. É pequeno, mas você pode ver um pouco mais sobre a história da cidade e ver objetos antigos, vale a pena entrar.
No segundo dia, começamos indo para o Miyagawa Morning Market, que como o nome diz, só funciona até o meio dia. Fica na beira do rio próximos às ruas históricas. Tem barraquinhas de frutas e verduras e comidas típicas, mas achei ele bem pequeno. Aproveitamos e vimos outras lojas de souvenir que ficam em frente e tem coisas muito bonitas e típicas da região.
Na parte da tarde fomos para Shirakawa-go, uma cidade que tem próxima de Takayama e que conto tudo no link. Spoiler: vale muito a pena!
Caso você opte por não ir até lá, tem muitas atrações em Takayama e vou deixar outras sugestões de passeio que estavam no meu roteiro caso desse tempo (são muitas coisas, precisa escolher quais parecem mais interessantes pra sua viagem). No site do turismo de Takayama tem ainda mais locais para conhecer:
No segundo dia, depois que chegamos de Shirakawa-go saímos para jantar. Um prato típico da cidade é o Hida Beef (bife de Wagyu, como o Kobe Beef, mas nesse caso, da região de Hida). Eu não sou muito carnívora, mas quis experimentar. Decidimos ir no Hida Takayama Kyoya que tinha boas avaliações no TripAdvisor e realmente era muito bom – mas era mais perto da parte histórica e não era perto do hotel que trocamos (que ficava na frente da estação), mas fomos a pé e levamos uns 20 minutos.
Takayama é uma cidade pequena e você consegue aproveitar bem com dois dias inteiros. Como nós chegamos no meio do primeiro dia e no segundo decidimos ir até Shirakawa-go, saí de lá com vontade de ter ficado um pouquinho mais. Acho que não esperava que íamos gostar tanto da cidade como gostamos, então provavelmente voltarei para lá em uma próxima ida ao Japão. 🙂
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Viajapinha, vou com minha esposa ao Japão em outubro/novembro e que bom ter encontrado seu blog. Tem dicas de ouro! Tenho duas preocupações: 1) Superlotação. 2) Com o aumento do JR Pass, como comprar as passagens de trens e ônibus. Sabe dizer, por favor, se existe um site oficial no qual é possível comprar todos os deslocamentos com antecedência? Grato.
Oi Eduardo, tudo bem?
Dependendo do destino, as passagens do trem bala podem ser compradas na hora, Kyoto e Osaka por exemplo tem muitos horários. Da última vez que chequei, não era possível comprar antecipado pelo canal oficial daqui do Brasil, então indico comprar pelo site do Klook.
Boa viagem ;)
Ola, tudo bem?
Eu fiquei com uma duvida, Takayama ja esta no meu roteiro mas eu estava vendo a rota para fazer de Tokyo para Takayama e parece que não tem nenhum trem que va direto para lá. esta cheio de paradas e baldeações que no fim esta dando 5h30 de percurso. Foi isso mesmo que voce fez?
Oi Rayra, tudo bem?
Só agora vi sua mensagem por aqui, mas como te respondi no Instagram, foi uma viagem longa sim, de umas 5 horas. Mas a paisagem é linda e compensa. :)