paris alto

Planejando uma viagem para Paris – e gastando pouco

Quando decidi que iria para a Europa, já tive certeza que iria para Londres e Paris nessa primeira viagem, pois eram as cidades que eu mais queria conhecer no mundo, mas as duas cidades conhecidas por estarem entre as mais caras da Europa. Nesse post vou falar sobre as primeiras informações para organizar a viagem para Paris e contar mais sobre como conseguimos comer, nos hospedar e passear pelas principais atrações sem fugir do orçamento (que era bem apertado, haha). Mas é possível sim aproveitar muito, só ir adaptando dentro do que você pode gastar:

(O post com TODOS os nossos gastos na Europa já está quase pronto. Já tem Londres e Paris.)

Chegando de trem

Chegamos em Paris pela estação Gare du Nord, que é onde o trem de Londres chega. Essa estação é bem central e com linhas de metrô, então foi fácil de sair de lá. Achei a estação antiga e não muito bonita, ainda mais comparando com a que saímos de Londres, a St Pancras.

Além dessa, tem as estações Gare St Lazare, Gare del Est, Gare Montparnasse, Gare de Lyon e Gare de Austerlitz. Todas elas ficam nas zonas centrais e tem linhas para diferentes cidades da Europa. Eu fui e voltei pelo Gare du Nord, que é onde chega e parte o trem de Londres e de onde parte o trem para Bruxelas (nosso destino seguinte). Usamos também o Gare St Lazare para ir à Giverny, que é enorme e bem bonita, com várias lojas e vários andares.

Chegando pelo aeroporto

Não passei pelo Aeroporto Charles de Gaulle, maior da França e onde chegam a maioria dos voos internacionais. Mas em meio às pesquisas sobre a cidade, pesquisei algumas opções de traslado para ir do aeroporto ao centro de Paris:

  • RER B é um trem no terminal 2, que leva até as estações de Gare du Nord, Notre Dame Saint Michel e Denfert-Rochereau, que são bem centrais e ligam às estações de metrô para outros pontos da cidade (confira qual delas fica mais perto do local que você vai se hospedar). Custa 12 euros por trecho e a viagem leva cerca de 30 minutos até a área central. Há trens gratuitos no aeroporto que ligam os terminais.
  • EasyBus: Serviço de ônibus que leva da/para a Place André Maraux (em frente ao HSBC) perto do Louvre. O problema é que li nos comentários de alguns blogs que o serviço não foi muito pontual, então se optar por esse meio, vá com bastante antecedência. É um serviço relativamente novo (tem cerca de dois anos), então podia ser do período de adaptação, vale checar como está funcionando antes de ir. O valor é entre 4,95 à 5,95 euros e leva 45 minutos em média.
  • Roissy Bus: Outro serviço de ônibus que leva do/para o aeroporto para/do Centro direto. Ele parte da Rue Scribe ao lado da Opera Garnier. Custa 11 euros cada trecho e leva cerca de 1h15. No link tem os horários, mas passa durante todo o dia a cada 15/20 minutos.
  • Táxi: Tem um valor máximo de 50 euros para viagens até a Rive Droite e 55 euros até a Rive Gauche. Maior vantagem é a praticidade e o conforto, mas se você quiser economizar e não tiver muita pressa, o Easy Bys é a opção mais barata.

Onde se hospedar

Essa foi uma das partes mais difíceis e pareceu impossível encontrar uma opção boa, barata e bem localizada. Pesquisando, todos os hotéis eram caros demais pelo que ofereciam. Os menos caros ficavam nas regiões fora da zona central, o que não é muito recomendado. Nossa solução: AirBnb. Nunca havia usado esse serviço, mas foi super aprovado. Fiz um post contando sobre a nossa experiência aqui. Sobre valores, foi muito mais barato que qualquer hotel e uma melhor opção custo/benefício do que um hostel.

Em Paris, as regiões são divididas em arrondissements, que é como se fosse um caracol, onde o centro é o primeiro arrondissement, que fica na região do Louvre e girando até o vigésimo nessa região central. Outra divisão é o lado do rio Sena, Rive Gauche e Rive Droite, ou seja, margem esquerda do rio e margem direita. Nesse mapa abaixo dá para entender melhor:

mapa de paris portugues
Note que no mapa tem os números dos arrondissements e o rio que divide a cidade em Rive Droite e RIve Gauche.

Depois de conhecer Paris, eu recomendo a região que fiquei, que gostei muito e foi acertadíssima: 6º arrondissement na Rive Gauche, entre a Boulevard Saint German e o Jardim de Luxemburgo. Dava para ir a pé para vários lugares, inclusive para Notre Dame e o Louvre. Além dessa região que ficamos, o 1º, 2º, 3º e 5º arre. também pareceram ser boas opções. Não sei se porque foi onde eu fiquei, mas gostei mais da Rive Gauche. De qualquer maneira, Paris é uma cidade em que se anda muito a pé e tudo fica muito mais perto do que parece. A dica é a mesma dos outros lugares, escolha um lugar próximo à uma estação de metrô (na área central) e não terá muitos problemas de locomoção.

Se você ficar em hotel e fizer a reserva pelo Booking, pode usar o meu link lá. Você não paga a mais por isso e me ajuda com o blog! 😀

Dá pra ver o Arco do Triunfo ali no meio? :D
Dá pra ver o Arco do Triunfo ali no meio? :D

O metrô

Ainda que menos bem sinalizado que o metrô em Londres, o metrô em Paris é bem servido e fácil de usar. Em Gare du Nord, na chegada, compramos um pacote com 10 bilhetes (Ticket T+) por 14,10 euros e depois precisamos comprar mais um que dividimos em duas. Eles vem em bilhetes separados e não em cartão, por isso dá pra dividir com outra pessoa. Se comprar separado, cada bilhete custa 1,80 euro e no carnê T+ custa 1,41. Dá para comprar nas máquinas de auto atendimento que tem nas estações. Você coloca o bilhete na catraca, ele registra e a máquina devolve, guarde esse bilhete até sair da estação (e não misture com os não usados). Teve um dia que ao sairmos do trem tinha uns fiscais passando os bilhetes em uma máquina, acho que para verificar se alguém passou sem pagar. Dizem que a multa é caríssima!

metro paris

RER

Quando fomos para lugares mais longe, como Versailles, Disney ou Giverny (para o Jardim de Monet), precisamos usar o RER, então tivemos que comprar outro bilhete. O RER é a Rede Expressa Regional (Réseau Express Régional) que é um trem que vai de Paris para outras cidades/regiões próximas. O valor depende do lugar em que estamos indo. Para Versailles foi bem barato, menos de 4 euros por trecho, já para Giverny achei caro, quase 30 euros ida e volta.

Melhor época

Nos seis dias que passamos em Paris, na segunda semana de junho, somente um dia a chuva atrapalhou o passeio. Nos demais dias foram nublados. Achei uma época muito boa para visitar a cidade. Talvez uma ou duas semanas para frente fosse um pouco mais calor (sempre tinha que usar uma jaqueta leve). Ficava escuro de verdade só perto das 23 horas, então dava para aproveitar e caminhar muito.

Nessa foto já devia ser umas 22h30!
Nessa foto já devia ser umas 22h30!

Quantos dias

Ficamos 6 dias inteiros na França e deu para conhecer tudo o que planejamos, mesmo com a mudança total do roteiro que vou contar no próximo post. Também fomos à Versailles (tem que ir!), para o Jardim de Monet em Giverny (tem que ir também!) e para a Disney, que acho válido se você ficar mais que 4 dias em Paris e não deixar de lado outras atrações principais, ou se estiver com crianças. Para Versailles e para o Jardim de Monet você precisa de um período inteiro do dia e para a Disney um dia inteiro (pelo menos). Claro que se tivéssemos mais dias teríamos mais passeios legais e poderíamos aproveitar mais os museus, mas 6 dias foi suficiente para o que tínhamos planejado. Até porque, como vou contar abaixo, mais dias significa mais dinheiro, haha.

A Disney tem alguns dias em algumas épocas do ano (na baixa temporada) em que o ingresso é bem mais barato. Estou terminando o post sobre isso e vou atualizar o link aqui.

Quanto levar – quanto custa Paris?

Eu estimei um gasto diário de 40 euros, que seria só com a alimentação, pois a hospedagem e os passeios já havíamos pago antes de sair do Brasil. Alguns dias gastamos mais, outros deu na conta. Eu já sabia que Paris seria uma cidade cara, mas ainda me surpreendi um pouco. No café da manhã, o gasto médio era de 8 euros e os restaurantes tinham um menu de café da manhã: croissant (é muito bom!), café, suco de laranja e um pão com geléia ou manteiga. No almoço, em um restaurante table service a média era 18 euros, com carne, salada, um acompanhamento e bebida, mas não achava nenhuma fartura, haha. E para o jantar fazíamos algum lanche, mas que custava pelo menos 10 euros. Isso fora os cafezinhos, macarrons e outras besteiras que comprávamos na rua. Eu anotei todos esses gastos para fazer um post contando quanto custou exatamente a viagem, e essa é uma das perguntas que mais me fazem. Depois conto aqui.  😉

Café da manhã de todo dia e croissants que já estou com saudades, haha
Café da manhã de todo dia e croissants que já estou com saudades, haha

Paris Museum Pass

Uma super dica de economia é comprar o Paris Museum Pass. É um passe para as principais atrações de Paris que você compra para 2, 4 ou 6 dias e dentro desses dias você pode ir para os lugares inclusos e na maioria das vezes corta também a fila (só não escapamos em Notre Dame e para entrar em Versailles).

Quando vi essa fila no Museu D'Orsay já achei que o Museum Pass valeu a pena!
Quando vi essa fila no Museu D’Orsay já achei que o Museum Pass valeu a pena!

Não é muito barato, para 2 dias é 48 Euros, 4 dias 62 euros e 6 dias 74 euros.  Coloque na ponta do lápis os lugares que você quer ir, quanto custam e se incluem no Passe. A vantagem é que tem lugares que você não iria se não tivesse com o Museum Pass. Por exemplo, só subi a Notre Dame e o Arco do Triunfo porque já estava com o passe (e adorei!).  Também são dias corridos, então tem que adaptar essas atrações no roteiro e cuidar com os dias que elas fecham. Dá para comprar online, mas tem que pagar pelo envio ou retirar em um local específico. Vendem nos balcões de informações turísticos dos aeroportos, em alguns museus e monumentos e nas lojas da FNAC (comprei o meu na FNAC Fórum Les Halles, tinham várias lojas legais lá).

Nosso exemplo: Compramos para dois dias e fomos para o Centre Pompidou (14E), Museu D´Orsay (12E), Notre Dame (10E), Arco do Triunfo (8E), Palácio de Versailles (25E) e Museu do Louvre(15). No total saíria 84 euros e com o Museum Pass pagamos 48E. 😀

*O Jardim de Monet e a Torre Eiffel não estão inclusos.

No primeiro dia de uso você coloca a data e tem um código de barras embaixo que registra os usos.
No primeiro dia de uso você coloca a data e tem um código de barras embaixo que registra os usos.

Agora minha impressão sobre Paris:

Eu tinha grandes expectativas sobre a cidade. Era o lugar que eu tinha um imaginário de cidade perfeita formado. Então quando cheguei lá (ainda mais depois de Londres, que amei muito), não achei tudo aquilo. Na semana anterior foi uma época de chuvas muito fortes, onde chegou a fechar vários pontos, inclusive o Louvre, então quando chegamos ainda tinha resquícios, com algumas áreas alagadas e enlameadas. Pra piorar, estava tendo greve de lixeiros, que não estavam passando, então tinha muito lixo acumulado nas calçadas e com a chuva e o vento ele se espalhou. Somando à tudo isso, chegamos bem no dia da abertura da Eurocopa, então estava aquele clima de bagunça, muita torcida organizada e barulho em todo lugar. Não que isso seja ruim, achei até legal, mas deixou a cidade diferente do que eu esperava.

Em compensação, achei os franceses super educados, solícitos e dispostos a ajudar, diferente das opiniões que eu tinha ouvido sobre eles. Até tentei usar o pouco de noção que eu tenho em francês, mas quando notavam que eu era turista eles já começavam a conversar em inglês. Com o inglês você não terá nenhuma dificuldade lá, mesmo os que avisavam que não falavam bem, sabiam o suficiente para te ajudar.

Eu gostei muito de Paris, não me entenda mal. Mas ela não se pareceu em nada com a cidade que tinha na minha cabeça. Como as coisas que eu não gostei foram situações incomuns, vou ter que voltar para mudar essa impressão, haha. De qualquer maneira, não tem como não se emocionar quando você vê a Torre, ela é linda demais!

<3
<3

Já estou preparando o post com o nosso roteiro dia a dia em Paris e sobre todos os passeios que fizemos por lá.

Você também pode gostar de