Jardim Japonês em Palermo

4 dias em Buenos Aires – dicas e roteiro

Na última semana de Novembro estive em Buenos Aires pela primeira vez: amei! Cidade grande, cheia de árvores e nessa época do ano está cheia de flores. Lindo, lindo! 4 dias foram suficientes pra conhecer as principais atrações, vou colocar meu roteirinho aqui. 🙂

Acho que escolhemos a época do ano perfeita pra ir pra lá, com sol todos os dias e um calorzinho a tarde. Talvez um mês antes (final de outubro) pudesse ser ainda melhor, mais fresquinho. Não recomendo de dezembro pra frente, porque faz MUITO calor e fica difícil pra passear na rua (e os melhores passeios são ao ar livre). Ainda quero ir no inverno, que deve ter outro charme.

Na cidade tem dois aeroportos principais, o Aeroparque que é bem central e o Ezeiza, que é o internacional e fica cerca de 40 minutos do Centro da cidade. Por causa do preço, chegamos pelo Aeroparque e fomos embora pelo Ezeiza, que tem um Duty Free bem grande e muito bom, conseguimos muitas promoções boas.

Antes de sair do Brasil eu havia lido em vários blogs sobre um taxista, o Marcelo, que fazia os tranfers aeroporto-hotel-aeroporto. Mandei um e-mail pra ele e na saída estavam lá com a plaquinha esperando pela gente. Ele trabalha com várias pessoas, então foi o taxista Eduardo nos buscar, super simpático.  Ele cobrou R$ 35 do Aeroparque para o hotel e R$75 para o Ezeiza. (Isso quando o dólar estava menos de R$ 3). Quem quiser o contato desse taxista me avisa que eu passo. 😉

Buenos Aires é uma cidade ótima pra andar a pé, mesmo as coisas não sendo muito perto uma da outra, eu acho a melhor maneira de explorar uma cidade. Nesses dias lá andamos MUITO e quando cansávamos era só pegar um táxi no meio do caminho (achei baratinho por sinal).

Em novembro a cidade estava cheia de flores :)
Em novembro a cidade estava cheia de flores :)

Dia 1:

Chegamos em uma quinta-feira a noite, então na sexta já estavámos bem descansados pra sair bem cedo. Na quinta, saímos pra jantar depois das 23h e a cidade ainda estava bem movimentada, andamos a pé sem problemas.

Nos hospedamos no Hotel Uno, que fica bem atrás do Congresso, na Avenida Rivadavia. A pé dá uns 10 minutos até a 9 de Julio. O Hotel era muito bom, quartos bem grandes, limpos e ótimo atendimento a preço justo. O café da manhã era básico, mas tinha as medialunas. Verifiquei e está cerca de R$ 190/noite para duas pessoas. Dica: vá até o último andar, tem uma vista para o Congresso:

Vista do último andar no Hotel Uno.
Vista do último andar no Hotel Uno.

Na sexta saímos cedo e fomos a pé do Congresso até a 9 de Julio. Lá tiramos umas fotos e seguimos em direção à Casa Rosada. Na frente da Plaza de Mayo tem a Catedral do Papa Francisco, estão reformando e ela é linda por dentro (por fora não parece uma Igreja). Dali voltamos e fomos para a Rua Florida.

Em sentido horário: A Igreja do Papa Francisco atrás das flores, o Teatro Cólon e as duas de baixo na Plaza de Mayo.
Em sentido horário: A Igreja do Papa Francisco atrás das flores, o Teatro Cólon e as duas de baixo na Plaza de Mayo.

Na Rua Florida tem a Falabella, lugar bom pra comprar roupas, bolsas, maquiagens e perfumes, mas os preços não tavam muito mais baratos que no Brasil. Já a Falabella Home eu amei! Vários objetos de decoração, temperos, chocolates e comidas, vale a pena dar uma passadinha, também na Rua Florida.

Lá, tem várias lojinhas, se você for com tempo de ir entrando tem muita loja de roupas. Mas também tem muita gente te abordando vendendo passeios e câmbios, ainda mais quando percebem que você é brasileiro.

Fomos andando ao Teatro Cólon, é muito bonito por fora, queria conhecer por dentro, mas tinha que pagar e esperar o tour, então deixei pra minha próxima ida à Buenos Aires.

De lá, fomos conhecer o Caminito. Lá é legal ir pra conhecer e tirar fotos daquelas casinhas famosas e só, uma horinha passeando e se viu tudo. Tem umas barraquinhas de souvenirs, uns quadros lindos. Pra outras lembracinhas, como imãs (sempre compro), recomendo deixar pra feirinha de San Telmo que são mais baratos e tem mais opções. No final da rua, tem a Fundación Proa, um museu que sempre tem exposições e amostras. Também é um ambiente legal pra tomar um café, que tem no segundo andar.

Caminito
Caminito

Perto do Caminito tem o Estádio da Bombonera, do Boca. Como quando eu fui era bem final do dia e as ruas estavam desertas, só passamos com o táxi mesmo, mas daria pra ir a pé.

A noite, já cansados, aproveitamos e fomos pro Abasto Shopping. É uma construção gigante e bonita, cheio de lojas legais. O taxista explicou pra gente que era um Mercado Público que passava uma rua no meio. Eles reformaram e transformaram em Shopping. Lá também tem uma praça de alimentação grande e um parque de diversões no último andar.

Dia 02:

Nesse dia acordamos cedo e fomos para o Jardim Japonês em Palermo. Nesse bairro não é tão fácil ir de um lugar à outro a pé, precisa de táxi. O bairro é bonito, amplo, limpo e arborizado. No caminho passa pela Floralis Genérica, um monumento de 23m de altura em forma de flor que abre todos os dias e fecha todas as noites.

No Jardim Japonês, que custa 70 pesos (cerca de R$18) para entrar, é um lugar lindo para tirar fotos e muito bem cuidado, vale a pena. Por todo o caminho tem artistas pintando a paisagem, acho que deve ter algum tipo de curso de artes ali.

jardim_palermo

Jardim Japonês em Palermo
Jardim Japonês em Palermo

Saindo do Jardim Japonês pensamos em ir a pé para a Recoleta que pelo mapa parecia perto, andamos um pouco (valeu a pena, o clima estava ótimo e é um bairro residencial) mas decidimos pegar um táxi. A Recoleta também é um bairro ótimo de passear! Cheio de restaurantes com as mesas pra fora e pessoas amigáveis… Nesse dia estava tendo uma exposição de carros antigos, a rua estava lotada.

Recoleta
Recoleta

Caminhamos bastante e almoçamos ali, comemos Chorizo em um restaurante que não lembro o nome. Logo depois do almoço fomos visitar o Cemitério da Recoleta (nunca pensei em ir em um cemitério por turismo). Parece um museu a céu aberto, os túmulos com esculturas e tudo bem grandioso. Também lá estão enterradas várias pessoas importantes na história da Argentina, como ex presidentes, Evita Perón, e Frederico Leloir que ganhou um Prêmio Nobel. (Logo na entrada um cara se ofereceu pra mostrar pra gente onde era o túmulo da Evita Perón, mas tivemos que pagar R$20 depois. Desconfie de gente bem intencionada demais nas ruas!)

Da Recoleta, pegamos um táxi e fomos para a Livraria Ateneo. Era um teatro e transformaram em livraria, ficou super bonito! Onde era o palco virou um café. Vale muito a pena a visita.

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Livraria Ateneo

Saindo da livraria, decidimos ir para Puerto Madero, eu queria muito ver um show de Tango e tinha lido que Madero Tango era legal e não muito caro. Pegamos um taxista que prestava apoio ao turista e ele se ofereceu pra nos ajudar. Pesquisou ingresso para essa casa, mas estava esgotado para a noite seguinte. Nos sugeriu o Señor Tango, mas eu tinha lido que era hollywoodiano demais e eu queria ver tango de verdade, sem muita enrolação. Então ele recomendou a Esquina Homero Manzi e reservamos pra noite seguinte.

Mesmo assim decidimos dar uma volta em Puerto Madero e entendi porque todo mundo se apaixona por esse lugar (quando voltei a noite então, ainda mais bonito). As árvores estavam com flores (as fotos ficaram lindas). Nesse dia estava tendo a maratona da Nike, nunca vi tanta gente correndo junto na minha vida. Mas na hora de ir embora, as ruas estavam fechadas e voltamos a pé pro hotel, quase 5 km e fizemos nossa maratona. Descansamos e a noite voltamos pra jantar em Puerto Madero, escolhemos, escolhemos e paramos na La Parolaccia, que não curti muito não. Lugar cheio, barulhento e apertado. Recomendo andar, andar e escolher outro lugar. Mas não deixem de ir em Puerto Madero também a noite, é imperdível, um clima de férias e festa, muitas pessoas na rua. A Ponte de la Mujer fica linda também!

Puerto Madero
Puerto Madero
Ponte de la Mujer em Puerto Madero
Ponte de la Mujer em Puerto Madero

Dia 3:

Nosso terceiro dia em Buenos Aires era um domingo, então tinha dois passeios que eu queria muito: Tour na Casa Rosada* e Feira de San Telmo!

Casa Rosada: A visita guiada na sede da presidência acontece aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h e é de graça. A cada 20 minutos mais ou menos e dura cerca de uma hora. Fomos uns dos primeiros, 10h em ponto estávamos entrando. Vale a pena, mas tem que se concentrar no espanhol, a nossa guia falava super rápido, rs. Entramos até na sala da Cristina Kirchner (que não pode ser fotografada). Como parte das comemorações do bicentenário da independência da Argentina, está funcionando um museu atrás da Casa Rosada, mas não chegamos a ir por falta de tempo.

*Atualmente para fazer o tour não é mais por ordem de chegada, deve-se fazer uma reserva no site oficial.

Tour na Casa Rosada
Tour na Casa Rosada

Feira de San Telmo: Essa feirinha é enorme e só acontece aos domingos. Da Casa Rosada, entramos em uma rua à direita, a Defensa, onde começava a Feira que vai alguns km pra frente, até chegar em San Telmo de fato. Nessa feirinha tem de tudo e com preço excelente, lá comprei meus imãs, lenços (aquelas pashminas por menos de R$ 20) , doce de leite artesanal (é uma delíciaaa) etc. Ficamos quase a tarde toda por ali.

A noite, fomos no show de tango na Homero Manzi. Pagamos R$ 130 por pessoa, incluindo o jantar, mas esse preço foi por aquele taxista que nos ajudou em Puerto Madero e achamos justo, não sei o valor oficial. A comida era boa, com entrada (empanadinhas, salada russa que é tipo uma maionese ou um negócio que parecia um rocambole salgado), prato principal (bife de chorizo, ravióli ou uma empanada grande) e sorvete de sobremesa. Também incluía bebida, água, refri ou uma garrafa de vinho para cada duas pessoas.

Não tenho referência pra comparar, mas eu adorei o show de tango, achei lindo, só poderia ter menos canto e mais dança. Ao todo durou quase 2h.

Esquina Homero Manzi
Esquina Homero Manzi

No dia seguinte, dia de ir embora. Como nosso voo era no final da tarde, deixamos as malas com o hotel e aproveitamos a manhã para correr atrás de tudo o que não compramos nos outros dias, vinhos, alfajores, lembrancinhas, condimentos na Falabella Home. No início da tarde fomos pro aeroporto, deixamos marcado com o taxista Marcelo e pontualmente um dos taxistas dele chegou e nos cobrou R$ 75 até o Aeroporto de Ezeiza (é bem longe do centro, então achei o valor bem justo, lembrando que isso era quando o dólar estava menos de R$3). Nesse aeroporto tem um Duty Free excelente, pra comprar chocolate, perfume, bebida e maquiagem, tem os preços bons, vale a pena chegar mais cedo pra ver as coisas por lá.

Conclusão, em 4 dias dá pra ver o principal da cidade para turistas. Buenos Aires é cidade pra ser visitada muitas vezes com muitas coisas para descobrir. Amei essa viagem e logo volto contando a próxima. 😉

Vista do presidente da Argentina! :D
Vista do presidente da Argentina! :D

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